Em uma ligação de quase hora e meia, Lula e Trump colocaram sobre a mesa as tensões comerciais e diplomáticas que separam Brasil e Estados Unidos — das tarifas ao crime organizado, da guerra na Ucrânia à soberania nacional. O gesto brasileiro de buscar diálogo direto revela que, por trás das retóricas de campanha e das disputas de classificação, há o reconhecimento silencioso de que duas grandes economias do hemisfério ocidental não podem se dar ao luxo de se ignorar. A conversa não resolveu nada, mas manteve aberta a porta mais importante: a da negociação.