Lula cobra Conselho de Segurança da ONU por fim da guerra na Ucrânia

Essa guerra está na hora de acabar, ela já não tem nenhuma novidade
Lula expressa frustração com o impasse do conflito Rússia-Ucrânia durante coletiva em Genebra.

Em Genebra, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva emergiu de uma cúpula do G7 com uma convicção que transcende a diplomacia protocolar: a guerra entre Rússia e Ucrânia, que sangra a ordem mundial desde 2022, chegou ao ponto em que o cansaço coletivo pode ser convertido em vontade política. Após o que descreveu como sua melhor conversa com Zelensky, Lula assumiu o papel incomum de um líder do Sul Global cobrando diretamente os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — aqueles que, segundo ele, são os únicos capazes de dar um paradeiro ao conflito. É um gesto que revela tanto a exaustão universal diante da guerra quanto a ambição do Brasil de ocupar um espaço relevante na arquitetura da paz.

  • Lula declarou publicamente que a guerra já não tem novidade e que todos os lados — apoiadores da Ucrânia, aliados de Putin e financiadores do esforço bélico — estão exaustos, sinalizando que o impasse atingiu um limite moral e político.
  • Pela primeira vez, o presidente brasileiro saiu de um encontro com Zelensky sentindo que o líder ucraniano está genuinamente disposto a buscar um cessar-fogo como ponto de partida para negociações de paz.
  • Lula assumiu um compromisso concreto e incomum para um presidente sul-americano: telefonar pessoalmente para cada um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para cobrar uma solução.
  • O Brasil se posiciona como intermediário ativo num conflito europeu, apostando que a combinação de abertura ucraniana e pressão direta sobre o Conselho pode desbloquear o que anos de guerra não conseguiram resolver.

Luiz Inácio Lula da Silva deixou Genebra na quarta-feira, 17 de junho, com uma mensagem direta para os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: a guerra entre Rússia e Ucrânia precisa acabar. Em coletiva de imprensa após participar do G7, o presidente brasileiro não escondeu o cansaço que envolve o conflito. "Já acho, há um ano, que essa guerra está na hora de acabar, ela já não tem nenhuma novidade", disse, apontando que tanto os apoiadores da Ucrânia quanto os de Putin — e quem financia a guerra — estão exaustos.

O que deu novo peso às palavras de Lula foi um encontro com Volodymir Zelensky durante a cúpula em Évian-les-Bains. O presidente brasileiro descreveu a conversa como a melhor que os dois já tiveram: pela primeira vez, sentiu que Zelensky demonstrava disposição genuína para buscar uma solução, incluindo um cessar-fogo que abrisse caminho para negociações de paz.

Esse otimismo o levou a um compromisso público incomum para um líder sul-americano: ligar pessoalmente para cada membro permanente do Conselho de Segurança. "Eles são os responsáveis por garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro e só eles podem dar", afirmou. A declaração revela tanto a frustração acumulada de Lula quanto sua aposta de que o Brasil pode exercer um papel real na diplomacia internacional — e que a combinação de uma abertura ucraniana com pressão direta sobre o Conselho pode, finalmente, mover o impasse.

Luiz Inácio Lula da Silva saiu de uma reunião do G7 em Genebra com uma mensagem clara para os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: a guerra entre Rússia e Ucrânia precisa acabar. O presidente brasileiro, falando em coletiva de imprensa na quarta-feira, 17 de junho, não poupou palavras ao descrever o cansaço que envolve o conflito que se arrasta desde 2022.

"Já acho, há um ano, que essa guerra está na hora de acabar, ela já não tem nenhuma novidade", disse Lula, acrescentando que tanto os apoiadores da Ucrânia quanto os de Putin estão exaustos, assim como aqueles que financiam o esforço de guerra. A fala refletia uma frustração que o presidente vinha carregando há tempo, mas agora ganhava novo peso após um encontro que o deixou esperançoso.

Durante a cúpula em Évian-les-Bains, Lula se sentou com o presidente ucraniano Volodymir Zelensky para o que descreveu como a melhor conversa que os dois já tiveram. Pela primeira vez, segundo o brasileiro, sentiu que Zelensky estava genuinamente disposto a buscar uma solução. O presidente ucraniano, conforme relatado por Lula, quer um cessar-fogo que permita avançar para negociações de paz — uma posição que Lula considera justa e promissora.

Esse otimismo levou Lula a fazer um compromisso público: ligar pessoalmente para cada membro do Conselho de Segurança da ONU. "Eles são os responsáveis por garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro e só eles podem dar", afirmou, reconhecendo que apenas essas cinco nações permanentes têm o poder de desbloquear uma solução diplomática.

O contexto da pressão de Lula é importante. Ele estava em Genebra não apenas para falar sobre Ucrânia, mas para participar de discussões mais amplas do G7 sobre inteligência artificial e desenvolvimento econômico de países emergentes. Ainda assim, a guerra na Europa permanecia como o tema que exigia sua atenção e sua voz. O fato de um presidente sul-americano estar assumindo esse papel de intermediário e cobrador reflete tanto a dimensão global do conflito quanto a disposição do Brasil em atuar como ator relevante nas negociações internacionais.

O que torna esse momento significativo é a combinação de dois sinais: de um lado, Lula detectando pela primeira vez uma abertura real de Zelensky para negociações; de outro, sua disposição de usar sua posição para pressionar diretamente os cinco membros permanentes do Conselho. Se as ligações que prometeu fazer resultarem em movimento, poderia marcar o início de uma mudança no impasse que paralisa a guerra há anos.

Já acho, há um ano, que essa guerra está na hora de acabar, ela já não tem nenhuma novidade. Todo mundo sabe que tá todo mundo cansado.
— Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Eles são os responsáveis por garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro e só eles podem dar.
— Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Lula acha que agora é o momento certo para cobrar o fim da guerra?

Model

Ele detectou algo que não tinha visto antes — Zelensky com disposição real para negociar. Não é só retórica. Lula sentiu uma mudança na conversa.

Inventor

Mas por que os cinco membros do Conselho de Segurança? Eles já não sabem que a guerra existe?

Model

Sabem, claro. Mas Lula está dizendo que eles têm o poder de forçar uma solução e não estão usando. Ele quer responsabilizá-los publicamente.

Inventor

Zelensky realmente quer cessar-fogo agora, ou Lula está sendo otimista demais?

Model

Segundo Lula, Zelensky quer cessar-fogo para depois negociar paz. Não é rendição — é pausa para conversar. Lula achou isso justo.

Inventor

E quanto ao cansaço que Lula mencionou? Quem está cansado exatamente?

Model

Os apoiadores, os financiadores, os próprios povos. Lula está dizendo que o conflito perdeu sua justificativa — ninguém ganha mais nada com ele.

Inventor

O Brasil tem algum poder real aqui, ou é só pressão moral?

Model

É pressão moral, mas vinda de um país que o mundo ouve. Lula está apostando que sua voz, combinada com a abertura de Zelensky, pode mover os cinco membros permanentes.

Inventor

E se ninguém atender as ligações que Lula vai fazer?

Model

Então fica claro que a vontade de encerrar a guerra não é compartilhada por quem tem poder de veto. E a responsabilidade fica documentada.

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