Em São Bernardo do Campo, o presidente Lula subiu ao palco do estádio Vila Euclides para inaugurar oficialmente sua campanha — não apenas como candidato, mas como intérprete de um tempo que ele deseja definir. Durante 36 minutos, invocou os mortos da pandemia, a promessa das terras raras e a necessidade de um Congresso aliado, tecendo um discurso que oscila entre o ajuste de contas com o passado e a construção de um futuro industrial soberano. É o momento em que a governança se converte em narrativa eleitoral, e a nação é convidada a escolher qual versão de si mesma deseja continuar sendo.