Luís Neves, ministro da Administração Interna, corrigiu pela segunda vez em seis meses a sua declaração de património — desta vez por omissão de viaturas pertencentes à comunhão conjugal. O episódio insere-se num padrão mais longo: antes de assumir o cargo, Neves esteve oito anos sem cumprir a mesma obrigação enquanto dirigia a Polícia Judiciária. A transparência, quando exigida ao poder, revela tanto o que é declarado como o que resiste a sê-lo.