Quando as coisas estão ruins, o primeiro nome falado é o meu
No sábado à noite, diante do banco de reservas do Mirassol, um abraço entre atacante e técnico condensou algo maior do que uma vitória: a afirmação pública de que confiança e coesão ainda habitam o vestiário do São Paulo. Luciano, cujo nome costuma surgir nos momentos de crise como símbolo de desestabilização, escolheu o gol e o gesto para inverter essa narrativa. Em tempos em que resultados oscilam e lealdades são questionadas, há algo de raro e humano em um jogador que usa a celebração não para si, mas para o coletivo.
- O nome de Luciano é frequentemente associado, na narrativa de parte da torcida, à figura do jogador que questiona e desestabiliza técnicos no Morumbis.
- A vitória sobre o Mirassol chegou carregada de tensão acumulada — o São Paulo vinha de vaias em casa e de um ambiente interno sob escrutínio constante.
- Luciano foi direto ao enfrentar o estigma: declarou publicamente que não é quem busca derrubar treinadores e que sua intenção é apoiar Roger Machado.
- O abraço na linha de cal funcionou como manifesto coletivo — um recado ao torcedor, à imprensa e aos críticos de que o elenco segue unido em torno do projeto.
- Roger Machado respondeu com elogios ao envolvimento genuíno de Luciano e estendeu o reconhecimento a todo o elenco, sinalizando estabilidade no ambiente interno.
O abraço aconteceu na linha de cal, logo após Luciano marcar o gol que garantiu a vitória do São Paulo sobre o Mirassol no sábado à noite. Não foi comemoração casual — foi um recado. O camisa 10 envolveu Roger Machado nos braços e reafirmou publicamente o que dizia nos bastidores: o elenco está fechado com o técnico.
Não era a primeira vez. Semanas antes, após a vitória sobre o Juventude pela Copa do Brasil — quando o time saiu vaiado do Morumbis apesar do resultado —, Luciano já havia feito gesto semelhante. Desta vez, jogando fora de casa, chamou aquele de um 'gol do alívio', o tipo de resultado que reconstrói a confiança e mostra que o trabalho segue em frente.
Havia algo mais pessoal no gesto. Luciano sabe que seu nome é frequentemente invocado quando as coisas não vão bem. Na narrativa de alguns, ele seria a voz que desestabiliza. Por isso, decidiu enfrentar de frente: 'Quando as coisas estão ruins o primeiro nome a ser falado que está querendo derrubar o treinador é o meu.' Sua intenção, reforçou, é ajudar Roger da melhor forma possível — e naquele sábado, a melhor forma foi um gol e três pontos.
Roger Machado respondeu com elogios. Reconheceu que Luciano cumpre uma função desgastante dentro de campo, mas vê nele um profissional genuinamente envolvido com o projeto — alguém que busca fazer a diferença, não apenas cumprir obrigação. O técnico estendeu o elogio ao elenco inteiro, sinalizando que o São Paulo segue coeso mesmo quando os resultados oscilam. O abraço na linha de cal, portanto, era política de vestiário, resposta a críticos e demonstração de que união ainda é o alicerce do grupo.
O abraço aconteceu na linha de cal, diante do banco de reservas, logo após Luciano estufar a rede contra o Mirassol no sábado à noite. Não foi um gesto casual de comemoração. Foi um recado. O atacante do São Paulo, camisa 10, envolveu Roger Machado em seus braços e, naquele instante, reafirmou publicamente o que vinha dizendo nos bastidores: o elenco está junto com o técnico, fechado, unido. O gol que garantiu a vitória tricolor saía carregado de significado além dos três pontos.
Luciano já havia feito algo parecido semanas antes, após a vitória contra o Juventude pela Copa do Brasil. Naquela ocasião, o time saiu vaiado do Morumbis apesar de vencer. Desta vez, jogando fora de casa, o atacante aproveitou o momento de alívio para reforçar a mesma mensagem. Em entrevista ao Premiere na saída do campo, ele foi direto ao ponto: aquele era um "gol do alívio", o tipo de resultado que reconstrói a confiança do torcedor e mostra que o trabalho segue em frente.
Mas havia algo mais pessoal naquele abraço. Luciano sabe que seu nome é frequentemente invocado quando as coisas não vão bem no Morumbis. Ele é o jogador que, na narrativa de alguns, carrega a responsabilidade de questionar o técnico, de ser a voz que desestabiliza. Por isso, decidiu deixar claro: não é assim. "Quando as coisas estão ruins o primeiro nome a ser falado que está querendo derrubar o treinador é o meu", disse ele, com a franqueza de quem já ouviu isso tantas vezes que resolveu enfrentar de frente. Sua intenção, reforçou, é ajudar Roger Machado da melhor forma possível. Naquele sábado, a melhor forma tinha sido um gol e três pontos.
Do outro lado da relação, Roger Machado respondeu com elogios. O técnico reconhece que Luciano cumpre uma função "desgastante" dentro de campo, uma tarefa que exige muito do corpo e da mente, mas que se prova essencial para o funcionamento do time. Mais do que isso, Roger vê em Luciano um profissional genuinamente envolvido com o trabalho, alguém que não apenas entra em campo para cumprir obrigação, mas que busca fazer a diferença. O técnico estende o elogio ao elenco inteiro: todos os atletas estão bem envolvidos, todos têm disposição de fazer as coisas acontecerem.
Há uma filosofia implícita naquilo que Roger articula. O básico é entrar em campo e trabalhar, cumprir o contrato. O que separa os bons profissionais dos melhores é aquele "pouquinho mais", aquela disposição extra que emerge do envolvimento genuíno com o projeto. No caso de Luciano, esse envolvimento se manifesta também fora das quatro linhas, em gestos públicos que reafirmam a união do grupo. O abraço na linha de cal, portanto, não era apenas celebração. Era política de vestiário, era resposta a críticos, era demonstração de que o São Paulo segue coeso mesmo quando os resultados oscilam.
Citações Notáveis
Acho que foi um gol do alívio mesmo. E o abraço foi para dizer que nós jogadores estamos juntos com o treinador.— Luciano, atacante do São Paulo
Ele está cumprindo uma função que é até mais desgastante para ele, mas que está se provando que é importante para o time.— Roger Machado, técnico do São Paulo
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que Luciano sentiu necessidade de abraçar o técnico justamente naquele momento, na frente de todos?
Porque ele sabe que seu nome é invocado toda vez que as coisas ficam difíceis no clube. Esse abraço é uma forma de dizer: não sou eu que derruba treinador, sou eu que quer que isso funcione.
Mas por que isso importa tanto? Ele é só um jogador.
Não é só um jogador. É o camisa 10, é uma voz dentro do vestiário. Quando um jogador daquele peso se posiciona publicamente ao lado do técnico, muda a narrativa. Muda o que os outros jogadores sentem que podem fazer ou dizer.
Roger Machado parece genuinamente grato por isso?
Parece, sim. Mas ele também está sendo estratégico. Ao elogiar Luciano publicamente, ele reforça que quem trabalha e se envolve será reconhecido. É um recado para todo o elenco.
E o gol em si, o que representava?
Era alívio puro. Vitória fora de casa, resultado que reconstrói confiança. Mas para Luciano, era também a chance de fazer seu ponto sem precisar de palavras.