No teatro sagrado do Maracanã, Samuel Lino transformou uma ferida pública em gesto de redenção. Semanas após ser humilhado por um drible no Mineirão, o atacante do Flamengo respondeu com o gol que selou a classificação para as quartas de final da Libertadores — deixando, desta vez, o adversário no chão. O futebol, fiel à sua natureza cíclica, devolveu ao jogador a dignidade que o campo havia temporariamente subtraído.