Líder do Partido Comunista Chinês é recebido por principais autoridades brasileiras

Reafirmar a parceria com confiança política mais profunda
O que Li Xi propôs durante encontro com Lula para orientar as relações bilaterais nos próximos anos.

Em um momento em que China e Brasil celebram três décadas de parceria estratégica, Li Xi, membro do mais alto escalão do Partido Comunista Chinês, percorreu Brasília e o Rio de Janeiro para encontrar-se com o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin, o presidente do Senado Pacheco e a liderança do PT. A visita, realizada entre 18 e 22 de setembro de 2023, não foi apenas protocolar: ela sinalizou a disposição de ambas as nações de transformar aniversários diplomáticos em compromissos concretos de cooperação. No horizonte, os dois países já preparam as celebrações dos 50 anos de relações diplomáticas e dos 40 anos de laços partidários, marcos que parecem destinados a aprofundar ainda mais essa aliança estratégica.

  • A chegada de um dos sete membros do Comitê Permanente do Birô Político da China ao Brasil sinalizou que Pequim trata a parceria com Brasília como prioridade estratégica de alto nível.
  • A assinatura de um acordo formal de cooperação entre o PT e o PCCh elevou as relações para além da diplomacia de Estado, criando um canal direto entre os partidos no poder de cada país.
  • Reuniões com Lula, Alckmin, Pacheco e Gleisi Hoffmann revelaram uma agenda multidimensional que abrange comércio, energia, tecnologia, legislação e intercâmbio cultural.
  • O anúncio de celebrações conjuntas para 2024 — 50 anos de relações diplomáticas e 40 anos de laços partidários — transforma datas simbólicas em plataformas para novos compromissos bilaterais.
  • A visita ao Rio de Janeiro, com encontros com o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, ampliou o alcance da missão para além da capital, sinalizando interesse chinês em parcerias subnacionais.

Li Xi chegou ao Brasil em 18 de setembro com uma agenda densa e uma mensagem clara: os trinta anos de parceria estratégica entre China e Brasil merecem ser celebrados com novos compromissos, não apenas com palavras. O membro do Comitê Permanente do Birô Político do PCCh passou cinco dias no país, percorrendo Brasília e o Rio de Janeiro em uma sequência de encontros que revelou a profundidade que ambos os lados desejam imprimir à relação.

No encontro com o presidente Lula, Li Xi transmitiu saudações de Xi Jinping e destacou os marcos que se aproximam: 2024 marcará meio século de relações diplomáticas entre os dois países. Lula respondeu com disposição de alinhar as estratégias de desenvolvimento chinesas aos objetivos brasileiros, mencionando também o papel que o PT e o PCCh podem desempenhar no aprofundamento dos laços entre os povos.

Com o vice-presidente Alckmin, o dirigente chinês enfatizou mecanismos concretos de cooperação em comércio, energia, tecnologia e cultura. Alckmin saudou a presença das empresas chinesas nos planos de desenvolvimento do Brasil e sinalizou disposição de elevar a cooperação prática a novos patamares. Já com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, Li Xi propôs fortalecer os intercâmbios legislativos como base jurídica e política para a parceria bilateral.

O encontro com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, resultou na assinatura de um acordo formal de intercâmbio e cooperação entre os dois partidos — um passo que vai além da diplomacia de Estado e cria um canal direto entre as legendas no poder de cada país. Li Xi apontou o 40º aniversário das relações partidárias, em 2024, como oportunidade para aprimorar essas trocas, inclusive dentro do mecanismo de partidos governantes do BRICS.

A visita se encerrou com encontros no Rio de Janeiro, onde Li Xi se reuniu com o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, ampliando o escopo da missão para além da capital federal. Com celebrações diplomáticas e partidárias no horizonte de 2024, China e Brasil parecem determinados a transformar datas simbólicas em plataformas concretas de cooperação.

Li Xi chegou ao Brasil na segunda-feira com uma missão clara: reforçar os laços entre Pequim e Brasília em um momento em que os dois países celebram três décadas de parceria estratégica. O membro do Comitê Permanente do Birô Político do Partido Comunista Chinês passou cinco dias no país, de 18 a 22 de setembro, recebido pelo governo brasileiro e pelo Partido dos Trabalhadores em uma sequência de encontros que sinalizava a importância que ambos os lados atribuem à relação.

Ao se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Li Xi transmitiu saudações de Xi Jinping e destacou que 2023 marca três décadas desde que China e Brasil estabeleceram sua parceria estratégica. O dirigente chinês ressaltou ainda que os dois países comemorarão meio século de relações diplomáticas no próximo ano — um marco que ambos parecem determinados a celebrar com novas iniciativas de cooperação. Durante o encontro, Li Xi propôs que os países se inspirem nas conquistas passadas e avancem com confiança política mais profunda, mantendo apoio mútuo em questões de interesse central para cada um.

Lula respondeu afirmando que Brasil e China abraçaram uma cooperação bilateral frutífera e que seu país espera promover as estratégias de desenvolvimento chinesas de forma a construir desenvolvimento sustentável para ambos. O presidente brasileiro também sinalizou disposição de fortalecer a cooperação dentro de mecanismos multilaterais, buscando fomentar paz e desenvolvimento globais. Lula observou que o PT e o Partido Comunista Chinês mantêm contatos próximos e disse estar disposto a desempenhar papel positivo no aprofundamento das relações bilaterais e na amizade entre os povos.

Além de Lula, Li Xi se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco, e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Com Alckmin, o dirigente chinês enfatizou a disposição de Pequim em usar mecanismos como o comitê intergovernamental de coordenação e cooperação de alto nível para enriquecer a parceria estratégica e fortalecer cooperação em comércio, investimento, recursos energéticos, intercâmbios culturais e tecnologia. Alckmin respondeu saudando a participação das empresas chinesas nos planos de desenvolvimento brasileiro e expressou disposição de elevar a cooperação prática bilateral a níveis mais altos.

Com Pacheco, Li Xi propôs firmar intercâmbios legislativos e fornecer apoio jurídico e político para a cooperação bilateral, consolidando a base de opinião pública para as relações. O presidente do Senado declarou respeito total pelas tradições históricas e culturais da China e admiração pela história centenária do Partido Comunista Chinês, comprometendo-se a melhorar o mecanismo de intercâmbio entre os órgãos legislativos dos dois países.

O encontro com Hoffmann resultou na assinatura de um acordo de intercâmbio e cooperação entre o Partido Comunista Chinês e o PT. Li Xi afirmou que o PCCh está disposto a aproveitar o 40º aniversário do relacionamento entre os dois partidos no próximo ano como oportunidade para aprimorar as trocas, utilizando plataformas como o mecanismo de intercâmbio dos partidos governantes dos países do BRICS. Hoffmann destacou a importância estratégica de fortalecer a cooperação bilateral e multilateral entre os partidos em um ambiente internacional cada vez mais diversificado.

Durante sua permanência, Li Xi também apresentou o espírito do 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ressaltando os esforços contínuos de melhoria da conduta do partido, endurecimento da disciplina e combate à corrupção. O dirigente chinês se encontrou ainda com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e com o governador do estado, Cláudio Castro, ampliando o escopo da visita para além da capital federal.

A visita de Li Xi encerra um período de intensificação das relações China-Brasil e abre caminho para celebrações significativas nos próximos anos. Com o 50º aniversário das relações diplomáticas em 2024 e o 40º aniversário das relações partidárias também se aproximando, ambos os países parecem empenhados em transformar esses marcos em oportunidades para aprofundar cooperação em áreas que vão desde comércio e investimento até tecnologia e intercâmbios culturais.

Brasil e China abraçaram uma cooperação bilateral frutífera e o Brasil espera promover as estratégias de desenvolvimento da China de modo a construir desenvolvimento sustentável dos dois países
— Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O Partido Comunista Chinês está disposto a fortalecer o intercâmbio e aprendizado mútuo com o PT e explorar conjuntamente o caminho da modernização
— Li Xi, membro do Comitê Permanente do Birô Político do Partido Comunista Chinês
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um membro do Comitê Permanente do Partido Comunista Chinês viaja pessoalmente para o Brasil em vez de enviar um embaixador?

Model

Porque o que está em jogo vai além da diplomacia de rotina. Li Xi não é um funcionário qualquer — ele é secretário da Comissão Central de Inspeção Disciplinar, o que significa que representa a liderança máxima do partido. Uma visita assim sinaliza que Pequim vê o Brasil como parceiro estratégico de primeira ordem.

Inventor

E por que agora, especificamente em setembro de 2023?

Model

Porque 2023 marca 30 anos da parceria estratégica entre os dois países. É um momento de balanço e de reafirmação. Mas também porque 2024 trará o 50º aniversário das relações diplomáticas. Eles estão plantando sementes agora para colher em celebrações maiores no próximo ano.

Inventor

O que significa que Brasil e China "aprofundem cooperação em comércio, investimento e tecnologia"? Isso é concreto ou apenas retórica diplomática?

Model

É ambos. A retórica é real — eles assinaram acordos. Mas o concreto está em detalhes como o comitê intergovernamental de coordenação que mencionaram, que já existe e funciona. O que eles estão dizendo é que querem usar essas estruturas existentes para fazer mais negócios, trazer mais investimento chinês, expandir parcerias em energia e tecnologia.

Inventor

Por que o Partido dos Trabalhadores foi tão importante nessa visita? Não deveria ser apenas governo com governo?

Model

Porque o PT governa o Brasil agora, e porque há uma história de 40 anos de relação entre o PT e o Partido Comunista Chinês. Li Xi se reuniu com Gleisi Hoffmann e assinaram um acordo de intercâmbio. Para Pequim, fortalecer a relação com o partido no poder é fortalecer a relação com o país inteiro.

Inventor

E o que o Brasil ganha com tudo isso?

Model

Investimento chinês em infraestrutura, energia, tecnologia. Acesso a mercados. Lula foi bem claro: quer que as empresas chinesas participem dos planos de desenvolvimento brasileiro. É uma troca — China quer segurança de fornecimento de recursos naturais e mercado para seus produtos; Brasil quer capital e tecnologia.

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