Ele mesmo falou que houve contato, mas não foi ao VAR
Na abertura do Campeonato Brasileiro, o Flamengo encontrou no Morumbi não apenas um adversário em campo, mas a antiga e incômoda questão da arbitragem no futebol nacional. A derrota por 2 a 1 para o São Paulo poderia ser absorvida como parte do jogo, não fosse a revelação de que o próprio árbitro reconheceu um contato na área sem acionar o VAR — deixando no ar a dúvida sobre o que separa uma decisão humana de uma omissão. O campeão brasileiro parte para o restante da temporada carregando, além da ausência de pontos, o peso de uma injustiça que talvez nunca seja formalmente reconhecida.
- O Flamengo dominou o jogo por quase toda a partida, mas viu o São Paulo virar o placar em apenas 15 minutos com gols de Luciano e Danielzinho.
- Nos acréscimos, um contato entre Alan Franco e Arrascaeta na área gerou pedido de pênalti que o árbitro Wilton Pereira Sampaio ignorou sem sequer consultar o VAR.
- O zagueiro Léo Pereira revelou que o próprio árbitro admitiu o contato dentro de campo, mas considerou insuficiente para a marcação — acendendo a indignação do elenco.
- Jorginho foi expulso após o apito final e disparou críticas duras à arbitragem, enquanto Filipe Luís reconheceu a frustração legítima de seus jogadores.
- O campeão brasileiro encerra a primeira rodada sem pontuar e já mira o confronto contra o Corinthians na Supercopa Rei como chance de reabilitação imediata.
O Flamengo deixou o Morumbi na noite de quarta-feira com a sensação de que a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, na estreia do Brasileirão, foi maior do que o placar sugere. O time dominou o primeiro tempo, criou chances e saiu na frente com um gol de Gonzalo Plata, após passe de peito de Pedro. A vitória parecia encaminhada.
Mas o São Paulo reagiu no segundo tempo e virou em 15 minutos, com gols de Luciano e Danielzinho. A virada já seria difícil de engolir — o que tornou a noite ainda mais amarga foi um lance nos acréscimos: contato de Alan Franco em Arrascaeta dentro da área, pedido de pênalti pelo Flamengo, e silêncio do árbitro Wilton Pereira Sampaio, que não marcou nem foi ao VAR.
O zagueiro Léo Pereira trouxe à tona o detalhe que inflamou o vestiário: o próprio Wilton teria admitido, em conversa dentro do campo, que o contato existiu — mas julgou não ser suficiente para a penalidade. "Ele não foi nem ao VAR", ressaltou Léo, tentando equilibrar a crítica com a autoconsciência de que o time teve 90 minutos para definir o jogo.
Jorginho, expulso após o apito final, foi mais contundente: "Foi incrível o que ele fez aqui. O futebol brasileiro continua com essa arbitragem." Filipe Luís reconheceu a indignação dos jogadores e resumiu o clima com uma frase direta: "Primeira rodada e a polêmica da arbitragem."
Campeão brasileiro, o Flamengo estreia sem pontos e já precisa virar a chave. No próximo domingo, enfrenta o Corinthians na Supercopa Rei — uma chance de recuperação rápida, mas com a mágoa da estreia ainda muito presente.
O Flamengo saiu do Morumbi na noite de quarta-feira com a sensação de injustiça pesando mais que a derrota. O time campeão brasileiro perdeu por 2 a 1 para o São Paulo em sua estreia no Campeonato Brasileiro, mas o que deixou os jogadores verdadeiramente irritados não foi apenas o placar — foi um lance que o árbitro Wilton Pereira Sampaio viu de forma diferente.
Nos acréscimos do segundo tempo, dentro da área do São Paulo, houve contato entre Alan Franco e Arrascaeta. O Flamengo pediu pênalti. Wilton não marcou. Não foi ao VAR. Léo Pereira, zagueiro rubro-negro, saiu do campo com uma informação que o deixou ainda mais frustrado: o próprio árbitro havia admitido, em conversa dentro do campo, que o contato existiu. Só que, na interpretação de Wilton, não foi suficiente para a marcação.
"O que deixou a gente um pouco frustrado foi a situação do pênalti, porque a gente viu ali que teve contato. E ele mesmo falou dentro de campo para mim que houve o contato, mas que não foi o suficiente, na análise dele. Só que ele não foi nem ao VAR", disse Léo Pereira após o jogo. O zagueiro tentou colocar a derrota em perspectiva, reconhecendo que o time teve 90 minutos para buscar um resultado melhor e que a arbitragem não deveria ser desculpa. Mas a frustração era evidente: uma decisão que poderia ter mudado o rumo da partida não foi sequer revisada.
O jogo em si contou uma história diferente da que o Flamengo gostaria de contar. Sob o comando de Filipe Luís, o time dominou amplamente o primeiro tempo, controlou as ações e criou mais oportunidades. No início do segundo tempo, saiu na frente com um gol bonito: Pedro deu um passe de peito para Gonzalo Plata abrir o placar. Tudo indicava que o Flamengo levaria a vitória para casa.
Mas o São Paulo acordou. Em apenas 15 minutos, virou o jogo com gols de Luciano e Danielzinho. O que havia sido domínio rubro-negro se transformou em derrota. Filipe Luís reconheceu a indignação legítima de seus jogadores e mencionou que um deles havia sido expulso — Jorginho recebeu cartão vermelho de Wilton após o apito final. "Primeira rodada e a polêmica da arbitragem", resumiu o técnico.
Jorginho, já fora do campo, não poupou críticas. "Foi incrível o que ele fez aqui. Ele nem revisa, acaba o jogo. O São Paulo matou tempo o jogo todo. Faz parte do futebol. O futebol brasileiro continua com essa arbitragem", disparou o jogador expulso. A frustração ecoava nas palavras de quem viu a partida escapar não apenas pelos méritos do adversário, mas pela forma como as decisões foram tomadas.
O Flamengo, campeão brasileiro, saiu da primeira rodada sem pontos. A pressão já existe no início do ano. O time agora se volta para o Campeonato Carioca e, mais urgentemente, para o confronto contra o Corinthians no próximo domingo, quando disputará a Supercopa Rei — o duelo entre o campeão do Brasileirão e o campeão da Copa do Brasil. É uma chance de recuperação rápida, mas a mágoa da estreia ainda está fresca.
Citas Notables
O que deixou a gente um pouco frustrado foi a situação do pênalti, porque a gente viu ali que teve contato. E ele mesmo falou dentro de campo para mim que houve o contato, mas que não foi o suficiente, na análise dele. Só que ele não foi nem ao VAR.— Léo Pereira, zagueiro do Flamengo
O futebol brasileiro continua com essa arbitragem— Jorginho, após ser expulso
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que o árbitro não foi ao VAR se admitiu que houve contato?
Essa é a questão que deixou o Flamengo tão frustrado. Wilton reconheceu o contato, mas interpretou que não foi suficiente para pênalti. Sem ir ao VAR, não houve revisão dessa interpretação — ficou só na palavra dele.
Léo Pereira parecia estar tentando não culpar a arbitragem. Por quê?
Porque sabe que reclamar não muda nada. Ele estava sendo realista: o time teve 90 minutos para vencer e não conseguiu. A arbitragem foi um fator, mas não o único. Ainda assim, a frustração era clara.
O Flamengo dominou o jogo inteiro?
Dominou o primeiro tempo e saiu na frente no segundo. Mas o São Paulo acordou rápido e virou em 15 minutos. Duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo: o Flamengo foi melhor e o São Paulo foi mais competente nos momentos que importaram.
Qual era a situação do Flamengo antes dessa derrota?
Era o campeão brasileiro. Então perder na estreia, sem pontos, já coloca pressão. Agora tem que se recuperar rápido — tem o Carioca e já vem a Supercopa contra o Corinthians no domingo.
Jorginho foi expulso durante o jogo ou depois?
Depois, após o apito final. Wilton o expulsou quando o jogo já tinha terminado, o que deixou Jorginho ainda mais irritado. Ele soltou críticas duras sobre a arbitragem brasileira em geral.
Isso vai afetar o próximo jogo?
Sim. Jorginho vai estar suspenso. E mais importante: o time sai dessa derrota com uma sensação de injustiça que pode mexer com a confiança. Precisam virar essa página rápido.