Num gesto mais pragmático do que idealista, o Laos tornou-se, em junho de 2026, um dos primeiros países do mundo a proibir a importação de automóveis movidos a combustíveis fósseis. A nação produz eletricidade em excesso pelas suas hidroelétricas, mas sangra divisas a importar gasolina e gasóleo — e foi essa contradição económica, mais do que qualquer vocação ambiental, que ditou a mudança. O decreto revela uma verdade crescente no mundo em desenvolvimento: a transição elétrica pode ser, antes de tudo, uma questão de sobrevivência financeira.