No dia em que o Peru celebra sua independência, Keiko Fujimori tomou posse como a primeira mulher a presidir o país, encerrando anos de afastamento e devolvendo ao poder uma das dinastias políticas mais marcantes da história peruana. Sua eleição, conquistada por margem estreita sobre um rival de esquerda, reflete o desencanto de uma sociedade que busca respostas para a criminalidade, a fragilidade econômica e a instabilidade crônica. Mais do que uma virada doméstica, sua posse inscreve o Peru numa onda conservadora que remodela a América Latina e reposiciona Lima na órbita de Washington.