Depois de meses em que os juros elevados comprimiam margens sem que isso aparecesse plenamente nos balanços, as empresas cíclicas domésticas brasileiras finalmente revelaram, em seus resultados trimestrais de agosto de 2026, o peso real da política monetária restritiva. Estrategistas do Santander e do Bradesco BBI leram nessa temporada de earnings não apenas números abaixo do esperado, mas uma mudança de tom dos executivos — um reconhecimento coletivo de que a desaceleração deixou de ser previsão e tornou-se presente. No horizonte, porém, a continuidade dos cortes de juros acende uma luz tênue