Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, guarda em sua imensidão uma verdade que desafia o instinto humano de explorar: ele simplesmente não tem chão. Composto quase inteiramente de hidrogênio e hélio, sem fronteira definida entre atmosfera e interior, o gigante gasoso não oferece superfície onde nave ou astronauta possam pousar. A sonda Juno revelou que até mesmo o núcleo é difuso, misturado à matéria exótica do hidrogênio metálico — e assim Júpiter permanece um lembrete de que o universo impõe limites que não são de engenharia, mas de física.