Por quase uma década, a juíza venezuelana María Lourdes Afiuni pagou com o corpo e a liberdade o preço de uma decisão juridicamente fundamentada que contrariou o poder. Em agosto de 2026, os tribunais venezuelanos encerraram definitivamente o processo contra ela — um desfecho tardio que não apaga as marcas de tortura, abuso e adoecimento acumuladas desde sua prisão em 2009. O caso de Afiuni permanece como testemunho silencioso do que acontece quando o judiciário é convertido em instrumento de vingança pessoal, e como alerta duradouro sobre a fragilidade da independência judicial diante da vont
Juíza 'prisioneira pessoal de Chávez' é finalmente libertada na Venezuela após quase uma década
María Lourdes Afiuni sofreu tortura, abuso sexual, histerectomia forçada e danos permanentes a órgãos reprodutivos durante quase uma década de prisão, além de diagnóstico recente de lesões tumorais.