Jornal argentino critica dependência do Brasil em Vinicius Jr. após vitória sobre Japão

Mais com a camisa do que com jogo, movidos pelo orgulho
Crítica do jornal argentino Olé sobre a falta de estrutura tática da seleção brasileira na vitória sobre o Japão.

Em Houston, o Brasil avançou às oitavas da Copa do Mundo com uma virada sobre o Japão, mas a classificação matemática não apagou as dúvidas que a partida deixou no ar. O jornal argentino Olé enxergou no desempenho brasileiro não uma equipe em construção, mas um time à deriva — sustentado pela genialidade solitária de Vinicius Jr. e pela limitação do adversário, mais do que por qualquer propósito coletivo. É o tipo de vitória que alimenta a esperança sem resolver a inquietação.

  • O Brasil venceu o Japão de virada por 2 a 1, com gols de Casemiro e Martinelli no segundo tempo, mas esteve em apuros durante boa parte do confronto em Houston.
  • O jornal argentino Olé diagnosticou uma 'Vinidependência' alarmante: a seleção funciona quando Vinicius Jr. funciona, e isso não é tática — é improviso.
  • Paquetá apareceu apático, Casemiro conduziu mal o campo, e os próprios torcedores brasileiros saíram atordoados — sinais de que a classificação não trouxe alívio real.
  • A publicação argentina sugeriu que o Japão também contribuiu para o resultado ao não fazer o suficiente, retirando parte do mérito da virada brasileira.
  • O Brasil aguarda o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega para conhecer seu adversário nas oitavas — e a pergunta que persiste é se o time conseguirá evoluir antes desse encontro.

O Brasil deixou Houston classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo, mas a vitória de 2 a 1 sobre o Japão — construída de virada, com gols de Casemiro e Martinelli no segundo tempo — trouxe mais perguntas do que respostas. Pela leitura do jornal argentino Olé, o que se viu em campo foi menos uma equipe e mais uma dependência: a seleção de Carlo Ancelotti orbita em torno de Vinicius Jr. de forma quase total, numa dinâmica de orgulho e improviso que dispensa tática ou criatividade coletiva.

A análise argentina foi direta nas avaliações individuais. Vinicius era ameaça, não solução — uma distinção que diz muito sobre a falta de propósito do time. Paquetá apareceu apático, Casemiro conduziu mal o meio-campo, e os torcedores brasileiros saíram atordoados da partida. O Olé também apontou que a classificação foi possível, em parte, porque o Japão não fez o necessário para mudar o rumo do jogo — um recado velado de que o Brasil se beneficiou tanto do próprio esforço quanto da limitação do adversário.

Agora a seleção aguarda o resultado entre Costa do Marfim e Noruega, em Dallas, para saber quem enfrentará nas oitavas. A classificação está garantida, mas a forma como chegou até aqui ainda não convenceu. A pergunta implícita nas críticas argentinas permanece sem resposta: o Brasil conseguirá ir além da dependência de um jogador antes que o torneio exija mais?

A seleção brasileira saiu de Houston com a classificação garantida para as oitavas de final, mas não sem deixar marcas de preocupação. O Brasil venceu o Japão de virada por 2 a 1, com gols de Casemiro e Martinelli no segundo tempo, em um jogo que pela ótica argentina revelou mais fragilidade do que solidez. O jornal Olé, de Buenos Aires, não poupou críticas à performance do time de Carlo Ancelotti, apontando uma dependência quase total de Vinicius Jr. que vai além do futebol em si — uma questão de orgulho e improviso, não de tática ou criatividade.

O que chamou atenção na análise argentina foi a caracterização do Brasil como um time que sofreu riscos sérios durante a partida. Em Houston, a seleção esteve em apuros e avançou apenas no último minuto, um cenário que não inspira confiança para as fases seguintes do torneio. A publicação destacou que a vitória foi possível também porque o Japão não conseguiu fazer o que seria necessário para escrever uma história diferente — sugerindo que o Brasil se beneficiou tanto de seu próprio esforço quanto da incapacidade do adversário.

Na avaliação individual dos jogadores, o Olé foi contundente. Vinicius Jr., apesar de ser o nome mais associado ao time, era mais uma ameaça do que uma solução — uma distinção importante que sugere ação sem propósito. Paquetá aparecia apático, refletindo um padrão recente de desempenho morno. Casemiro, responsável por um dos gols, conduzia mal o campo. Os torcedores brasileiros ainda estavam atordoados, segundo a publicação, um reflexo do clima geral de incerteza que cercava a partida.

O avanço é matemático: o Brasil está nas oitavas. Mas a forma como chegou lá preocupa. O Olé sugeriu que alguns minutos de bom futebol e a falta de preparo do adversário foram suficientes para a classificação — não exatamente um elogio. A publicação argentina deixou claro que o Brasil precisa deixar sua marca na Copa do Mundo, uma forma elegante de dizer que até agora o time não convenceu.

Agora o Brasil aguarda o resultado do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, marcado para amanhã em Dallas, às 14h no horário de Brasília. Esse será o adversário nas oitavas. A pergunta que fica, implícita nas críticas argentinas, é se o Brasil conseguirá evoluir além da dependência de um jogador e da sorte de enfrentar adversários ainda não preparados para o desafio.

Mais com a camisa do que com jogo. Movidos mais pelo orgulho do que por ideias. Com uma 'Vinidependência' total.
— Jornal Olé
Vini era mais uma ameaça do que uma solução. Paquetá estava apático. Casemiro conduzia mal o campo.
— Análise do Olé sobre os jogadores brasileiros
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que um jornal argentino se importa tanto com como o Brasil jogou contra o Japão?

Model

Porque a Argentina está no torneio também, e entender como os gigantes estão se saindo — ou não — é parte de ler o mapa do que vem pela frente. Além disso, há sempre uma atenção especial entre rivais sul-americanos.

Inventor

Essa crítica sobre 'Vinidependência' — é só sobre futebol ou há algo mais?

Model

É sobre estrutura. Se um time inteiro depende de um jogador para funcionar, significa que não há ideias táticas, não há profundidade. O Olé estava dizendo: vocês têm talento, mas não têm um projeto.

Inventor

O Brasil ganhou. Por que isso é um problema?

Model

Ganhar escondendo problemas é ganhar emprestado. O Japão não estava preparado. A próxima equipe pode estar. E quando estiver, um time que não sabe jogar sem Vinicius Jr. fica vulnerável.

Inventor

Casemiro marcou um gol. Por que ele foi criticado?

Model

Porque marcar um gol não significa estar bem. Ele conduzia mal o campo — ou seja, não estava organizando o jogo, não estava criando ritmo. Um gol não apaga uma atuação fraca.

Inventor

O que o Brasil precisa fazer agora?

Model

Exatamente o que o Olé disse: deixar sua marca. Não apenas avançar, mas convencer. Mostrar que tem ideias, que não é só Vinicius Jr. e improviso. As oitavas vão exigir isso.

Quer a matéria completa? Leia o original em UOL ↗
Fale Conosco FAQ