Quero acreditar que não estavam lá
Na noite de quarta-feira, dois terremotos sucessivos de magnitude 7,5 e 7,2 sacudiram a Venezuela, derrubando prédios, ceifando mais de cem vidas e lançando milhares de famílias na angústia do desaparecimento. Entre elas, a do jogador argentino Lucas Trejo, cujo apelo nas redes sociais tornou visível, para o mundo, a dor íntima que se multiplicava em silêncio por todo o país. É o momento em que a geologia e a fragilidade humana se encontram, lembrando que sob qualquer estrutura de concreto há sempre uma história de amor esperando ser encontrada.
- Dois terremotos com menos de um minuto de diferença destruíram prédios em Caracas e em municípios costeiros, deixando mais de 100 mortos e centenas de feridos em poucas horas.
- O jogador Lucas Trejo perdeu contato com esposa e dois filhos após o colapso do edifício onde moravam em Praia Grande, transformando seu desespero em um apelo público viral.
- Pelo menos 20 réplicas continuaram a sacudir o país nas horas seguintes, aprofundando o trauma de uma população já em estado de choque e dificultando os resgates.
- Mais de 500 equipes de emergência trabalham contra o tempo nos escombros, enquanto hospitais sobrecarregados recebem feridos e o número de vítimas segue subindo.
- A força dos tremores foi sentida até em cidades do norte do Brasil, sinalizando a escala de um desastre cujo impacto total ainda está por ser contabilizado.
Lucas Trejo acordou na quinta-feira sem saber onde estava sua família. O jogador argentino, que atua em um time venezuelano, havia perdido contato com a esposa Yani e os filhos Aarón e Ainhoa depois que dois terremotos sucessivos — de magnitude 7,5 e 7,2, separados por menos de um minuto — sacudiram a Venezuela na noite anterior. O prédio onde a família morava em Praia Grande, município costeiro próximo a Caracas, desabou com a força dos tremores.
Desesperado, Trejo recorreu às redes sociais: pediu orações, pediu que a mensagem fosse compartilhada, confessou não saber se sua esposa e filhos estavam dentro do edifício quando ele ruiu. A incerteza, escreveu ele, era tão devastadora quanto os próprios abalos.
A tragédia pessoal do jogador espelhava o que milhares de venezuelanos viviam ao mesmo tempo. A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou mais de 100 mortes e centenas de feridos, números ainda provisórios enquanto os resgates avançavam. Pelo menos 20 réplicas foram registradas nas horas seguintes, e a força dos tremores chegou a ser sentida em cidades do norte do Brasil.
Na quinta-feira, mais de 500 equipes de emergência cavavam entre escombros de concreto e aço em busca de sobreviventes, sob a ameaça constante de novos tremores e com hospitais já sobrecarregados. Para Trejo e para incontáveis outras famílias, a espera continuava — e o número final de vítimas, segundo as autoridades, ainda estava longe de ser conhecido.
Lucas Trejo acordou na manhã de quinta-feira sem saber onde estava sua família. O jogador de futebol argentino, que trabalha em um time na Venezuela, havia perdido contato com sua esposa Yani e seus dois filhos, Aarón e Ainhoa, após uma noite de terror geológico. Na quarta à noite, dois terremotos sucessivos — um de magnitude 7,5 seguido minutos depois por outro de 7,2 — sacudiram o país. O prédio onde Trejo e sua família moravam em Praia Grande, um município costeiro a cerca de 12 quilômetros ao norte de Caracas, desabou com a força dos tremores.
Trejo recorreu às redes sociais em desespero. "Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor", escreveu o jogador, transformando sua tragégia pessoal em um apelo público. Ele não sabia se sua esposa e filhos estavam dentro do prédio quando ele desabou ou se haviam conseguido sair a tempo. A incerteza era tão devastadora quanto os próprios tremores.
O que Trejo enfrentava naquela quinta-feira era a mesma realidade que milhares de venezuelanos vivenciavam simultaneamente. Os dois abalos, ocorridos com menos de um minuto de diferença, provocaram destruição generalizada por todo o território. Prédios e casas desabaram em Caracas e em outras cidades do país. Segundo a presidente interina Delcy Rodríguez, mais de 100 pessoas haviam morrido e centenas ficaram feridas — números que ainda estavam em processo de atualização conforme os trabalhos de resgate avançavam.
Os tremores não terminaram na noite de quarta. O governo venezuelano registrou pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, pequenos tremores secundários que continuavam a assustar uma população já traumatizada. A força dos abalos foi tão significativa que foi sentida também em cidades do norte do Brasil, a centenas de quilômetros de distância.
Na quinta-feira, enquanto Trejo esperava notícias de sua família, mais de 500 equipes de emergência e resgate trabalhavam contra o tempo em toda a Venezuela. Centenas de homens e mulheres cavavam entre os escombros, procurando por sobreviventes presos sob concreto e aço retorcido. Era um trabalho árduo e perigoso, realizado sob a ameaça constante de novas réplicas. Os números de mortos e feridos continuavam a subir conforme os corpos eram encontrados e os feridos chegavam aos hospitais já sobrecarregados.
Para Trejo, a espera era insuportável. Ele havia feito seu apelo público na esperança de que alguém tivesse visto sua família, de que houvesse alguma pista sobre seu paradeiro. Milhares de outras famílias enfrentavam a mesma angústia — desaparecidos, feridos em hospitais sem identificação, ou pior. A Venezuela inteira estava em estado de choque, e os trabalhos de resgate continuariam nos dias seguintes, com a certeza de que o número final de vítimas ainda subiria.
Citas Notables
Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto— Lucas Trejo, em apelo nas redes sociais
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que um jogador de futebol argentino estava morando na Venezuela com sua família?
Trejo estava trabalhando como jogador profissional em um time venezuelano. Muitos atletas sul-americanos aceitam contratos em diferentes países para avançar suas carreiras. Ele havia estabelecido vida lá com sua esposa e dois filhos.
Quando exatamente ele percebeu que sua família havia desaparecido?
Ele acordou na quinta-feira sem conseguir entrar em contato com eles. O prédio onde moravam em Praia Grande havia desabado durante os terremotos da noite anterior. Ele não sabia se estavam dentro ou se haviam conseguido sair.
Como ele soube que o prédio havia caído?
Provavelmente através de vizinhos, notícias ou tentativas de ligar para casa. Mas o ponto é que ele não conseguia confirmar nada sobre o paradeiro de sua esposa e filhos.
Qual era a escala da catástrofe que estava acontecendo ao seu redor?
Dois terremotos de 7,5 e 7,2 de magnitude em menos de um minuto. Mais de 100 mortos confirmados, centenas feridos, prédios desabando em toda a capital e outras cidades. Mais de 500 equipes de resgate trabalhando simultaneamente.
Havia algo que o diferenciava de outras vítimas?
Apenas o fato de ser um atleta conhecido, o que lhe deu acesso às redes sociais para fazer seu apelo público. Mas sua situação — família desaparecida, casa destruída — era idêntica à de milhares de venezuelanos naquele momento.