João Pessoa intensifica prevenção às hepatites virais com vacinação e testagem no Julho Amarelo

Hepatites virais causaram aproximadamente 45 mil óbitos no Brasil entre 2000 e 2024, principalmente por complicações de infecções crônicas como cirrose e câncer hepático.
Quando identificada e tratada a tempo, a doença apresenta altas taxas de cura
Sobre a hepatite C, que não possui vacina mas responde bem ao tratamento precoce.

Em julho, mês que o calendário de saúde pública tingiu de amarelo para lembrar o silêncio com que as hepatites destroem o fígado, João Pessoa amplia sua rede de proteção: vacinas gratuitas, testes rápidos e orientações chegam a unidades de saúde, shoppings e à orla da cidade. É um gesto coletivo diante de números que pesam — mais de 800 mil casos no Brasil em duas décadas e 45 mil mortes — lembrando que doenças invisíveis exigem respostas visíveis e acessíveis.

  • Com 304 milhões de pessoas infectadas globalmente e mais de um milhão de mortes por ano, as hepatites B e C operam em silêncio, tornando a urgência da prevenção invisível até que seja tarde demais.
  • O Brasil acumulou 800 mil casos confirmados entre 2000 e 2024, e cerca de 45 mil óbitos associados a complicações como cirrose e câncer hepático revelam o peso real de diagnósticos tardios.
  • João Pessoa responde com uma campanha descentralizada: pontos de vacinação e testagem espalhados por unidades de saúde, policlínicas, shoppings e um quiosque na orla, estendendo o acesso a quem não buscaria uma unidade de saúde por conta própria.
  • A hepatite C permanece sem vacina, exigindo que a prevenção dependa de comportamento — uso de preservativos, não compartilhamento de materiais perfurocortantes — e de testes rápidos que, quando positivos, abrem caminho para altas taxas de cura.
  • A campanha não se limita às hepatites: dengue, Covid-19, HPV, VSR para gestantes e influenza integram a oferta, transformando o Julho Amarelo em uma janela ampla de atualização vacinal para toda a população.

João Pessoa intensifica, durante o Julho Amarelo, sua resposta a doenças que avançam sem avisar. A prefeitura disponibiliza vacinação gratuita, testes rápidos e orientações em múltiplos pontos da cidade, reconhecendo que as hepatites virais podem evoluir silenciosamente para cirrose e câncer hepático antes que qualquer sintoma apareça.

Os dados justificam a mobilização. A Organização Mundial da Saúde estima que 304 milhões de pessoas vivam com hepatite B ou C no mundo, responsáveis por mais de um milhão de mortes anuais. No Brasil, entre 2000 e 2024, foram registrados mais de 800 mil casos confirmados dos tipos A, B, C e D, com aproximadamente 45 mil óbitos associados, segundo o Ministério da Saúde.

A vacina contra hepatite B é oferecida gratuitamente pelo SUS para todas as idades. Recém-nascidos recebem a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida; adultos não vacinados seguem esquema de três doses; pessoas com HIV ou imunodepressão têm protocolo especial com dose dobrada. A vacina contra hepatite A atende crianças até quase 5 anos e grupos específicos como portadores de HIV ou de hepatite B e C. Para a hepatite C, ainda sem vacina disponível, a prevenção passa por hábitos seguros e diagnóstico precoce — quando tratada a tempo, as taxas de cura são altas.

Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura, explicou que o Julho Amarelo intensifica ações já permanentes nas unidades de saúde, com orientações em consultas, vacinação e testes rápidos conduzidos por equipes multiprofissionais.

A rede de atendimento é ampla: Unidades de Saúde da Família, cinco Policlínicas Municipais e o Centro de Imunização na Torre funcionam de segunda a sexta. Para facilitar o acesso, pontos foram instalados em shoppings e supermercados — com horários estendidos até as 21h em alguns locais — e um quiosque na Orla opera de segunda a sexta, das 17h às 21h. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto, CPF ou Cartão SUS e caderneta de vacinação. A campanha também oferece vacinas de rotina contra dengue, Covid-19, HPV, VSR e influenza.

João Pessoa está intensificando seus esforços contra as hepatites virais durante o Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização e prevenção dessas infecções que atacam silenciosamente o fígado. A prefeitura oferece vacinação gratuita, testes rápidos e orientações em diversos pontos da cidade, reconhecendo que essas doenças podem evoluir para complicações graves como cirrose e câncer hepático sem que a pessoa perceba.

Os números globais são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 304 milhões de pessoas vivem com hepatite B ou C no mundo. Essas duas formas sozinhas causam mais de um milhão de mortes por ano, principalmente entre aqueles que desenvolvem infecções crônicas. No Brasil, o cenário entre 2000 e 2024 registrou mais de 800 mil casos confirmados de hepatites virais dos tipos A, B, C e D, com cerca de 45 mil óbitos associados, conforme dados do Ministério da Saúde.

A vacinação permanece como a ferramenta mais eficaz contra as hepatites A e B. No Sistema Único de Saúde, a vacina contra hepatite B é oferecida gratuitamente para todas as idades. Recém-nascidos devem receber a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida, seguida pela vacina Pentavalente aos dois, quatro e seis meses, completando quatro doses na infância. Adultos que não foram vacinados na infância recebem um esquema de três doses conforme sua faixa etária. Pessoas com HIV ou imunodepressão seguem um protocolo especial com dose dobrada, disponível em serviços de referência.

A vacina contra hepatite A é oferecida para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias, além de pessoas vivendo com HIV e aquelas diagnosticadas com hepatite B ou C, conforme critérios do Calendário Nacional de Imunização. A hepatite C, porém, ainda não tem vacina disponível. Nesse caso, a prevenção depende de hábitos seguros: uso de preservativos, não compartilhamento de materiais perfurocortantes como agulhas, seringas e lâminas de barbear, além de testes rápidos para diagnóstico precoce. Quando identificada e tratada a tempo, a hepatite C apresenta altas taxas de cura com os medicamentos atualmente disponíveis.

Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura, destacou que durante o Julho Amarelo a administração reforça ações preventivas já desenvolvidas ao longo do ano nas unidades de saúde. A campanha inclui orientações durante acolhimento e consultas com equipes multiprofissionais, além da intensificação de vacinação, testes rápidos e ações de conscientização. A prefeitura enfatiza a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e realizar diagnóstico precoce.

Os pontos de vacinação estão distribuídos pela cidade. As Unidades de Saúde da Família funcionam de segunda a sexta, das 7h às 11h e das 12h às 16h. As Policlínicas Municipais em Cristo, Mangabeira, Mandacaru, Jaguaribe e Praias abrem das 8h às 16h, também de segunda a sexta. O Centro Municipal de Imunização na Torre segue o mesmo horário. Para maior comodidade, a prefeitura instalou pontos em shoppings e supermercados: Home Center Ferreira Costa funciona das 12h às 20h de segunda a sexta e das 8h às 16h aos sábados; Shopping Sul abre das 12h às 20h entre semana e das 10h às 16h nos fins de semana; Shopping Tambiá funciona exclusivamente aos sábados das 9h às 16h; Mix Mateus na Valentina de Figueiredo abre das 12h às 21h de segunda a sexta e das 8h às 16h aos sábados. Um quiosque na Orla, em frente ao Xênius Hotel, funciona de segunda a sexta das 17h às 21h.

Para se vacinar, é necessário apresentar documentação oficial com foto, CPF ou Cartão SUS e caderneta de vacinação. Integrantes de grupos prioritários devem comprovar seu vínculo com a categoria contemplada. A campanha também oferece outras vacinas do calendário de rotina, incluindo dengue para adolescentes de 10 a 14 anos, Covid-19 para crianças menores de 5 anos e grupos prioritários, HPV para atualização do público de 9 a 19 anos, Vírus Sincicial Respiratório exclusivamente para gestantes, e influenza para toda a população.

Durante o Julho Amarelo, estamos reforçando as ações preventivas que já são desenvolvidas ao longo de todo o ano nas unidades de saúde, por meio de orientações durante o acolhimento e das consultas realizadas pela equipe multiprofissional.
— Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que as hepatites virais continuam sendo um problema tão grave se temos vacinas disponíveis?

Model

Porque nem todos tiveram acesso à vacinação quando crianças, e muitos adultos desconhecem que podem se vacinar agora. Além disso, a hepatite C não tem vacina, então depende inteiramente de prevenção comportamental e diagnóstico rápido.

Inventor

O que torna a hepatite C tão diferente das outras?

Model

Ela é silenciosa. Pode estar no corpo durante anos sem sintomas, danificando o fígado gradualmente. Mas quando descoberta cedo, os medicamentos atuais conseguem curar a maioria dos casos.

Inventor

Por que a prefeitura escolheu colocar pontos de vacinação em shoppings e supermercados?

Model

Para remover barreiras. Se você trabalha, se tem dificuldade de se deslocar até uma unidade de saúde, agora pode se vacinar no caminho para fazer compras ou no fim de semana.

Inventor

Qual é o risco real de alguém que não se vacinou contra hepatite B?

Model

Se contrair a infecção, há chance de ela se tornar crônica, especialmente se for criança. Infecção crônica pode levar a cirrose ou câncer de fígado décadas depois.

Inventor

E para quem vive com HIV, por que o esquema vacinal é diferente?

Model

O sistema imunológico deles está comprometido, então precisam de doses maiores para gerar proteção adequada. É um cuidado necessário para garantir que a vacina funcione.

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