Jardim relata noite sem dormir após cancelamento de jogo na Libertadores

Delegação do Flamengo passou noite praticamente sem dormir devido às condições de segurança inseguras no estádio colombiano.
Passamos uma noite quase sem dormir, alguns atletas dormiram só quatro ou cinco horas
Jardim descreve o impacto do cancelamento na delegação rubro-negra durante a madrugada na Colômbia.

Em noites que deveriam ser de futebol, às vezes o que prevalece é o silêncio de um estádio vazio e o peso do cansaço acumulado. A delegação do Flamengo viveu isso na Colômbia, quando protestos da torcida do Independiente Medellín tornaram impossível a realização da partida pela Copa Libertadores, deixando jogadores e comissão técnica sem dormir adequadamente e sem poder treinar. O treinador Leonardo Jardim, ainda digerindo os acontecimentos, aponta para a Conmebol como instância responsável por fazer justiça — e confia que os três pontos chegarão ao clube que cumpriu sua parte.

  • Protestos organizados da torcida colombiana bloquearam as condições mínimas de segurança, forçando o árbitro a cancelar a partida após mais de uma hora de espera.
  • Sem poder jogar nem treinar, a delegação rubro-negra passou a noite praticamente acordada, com jogadores dormindo apenas quatro ou cinco horas em condições precárias.
  • Jardim critica a demora na decisão de cancelamento e ressalta que, pelas regras, 45 minutos sem segurança já deveriam ser suficientes para encerrar tudo.
  • O Flamengo chega a Porto Alegre exausto e com poucos dias para se recuperar antes do confronto com o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro no domingo.
  • A esperança do clube repousa na Conmebol: Jardim e o diretor José Boto acreditam que a equipe visitante não pode ser penalizada pela falha de segurança do mandante, e aguardam os três pontos por W.O.

A delegação do Flamengo desembarcou em Porto Alegre na sexta-feira carregando mais do que bagagens — carregava o cansaço de uma noite sem dormir e a frustração de um jogo que nunca aconteceu. O confronto contra o Independiente Medellín pela Copa Libertadores foi cancelado após protestos da torcida colombiana tornarem o estádio inseguro. O árbitro esperou mais de uma hora antes de tomar a decisão, algo que surpreendeu o treinador Leonardo Jardim, que conhece regras prevendo o encerramento após 45 minutos sem condições adequadas.

O impacto foi além do placar em branco. Sem segurança para jogar, também não havia para treinar, e todo o planejamento da viagem dupla foi descartado. O custo humano foi concreto: jogadores dormiram apenas quatro ou cinco horas, mal, em aviões — um tipo de descanso que o corpo não reconhece como recuperação real. Jardim sabia que o cansaço fisiológico não desaparece com simples repouso, e que isso pesaria sobre o desempenho no domingo contra o Grêmio.

No campo burocrático, porém, havia esperança. Jardim fez coro com o diretor José Boto: o Flamengo deveria receber os três pontos. A lógica era simples — a equipe visitante não pode ser punida pela incapacidade do mandante de garantir segurança mínima. A Conmebol analisará o caso nas próximas semanas, e o treinador acredita que a decisão será favorável. Enquanto isso, o clube tenta se recompor em Porto Alegre, deixando a Colômbia para trás — ou melhor, suspensa, à espera de uma resolução.

A delegação do Flamengo chegou a Porto Alegre na sexta-feira ainda com o cansaço da noite anterior marcado no rosto. O jogo contra o Independiente Medellín, marcado para quinta-feira na Colômbia pela Copa Libertadores, nunca aconteceu. Protestos da torcida do clube colombiano tornaram impossível a realização da partida, e após cerca de uma hora e dez minutos de espera — tempo em que o árbitro tentava avaliar as condições de segurança do estádio — a decisão veio: o jogo seria cancelado.

Leonardo Jardim, o treinador rubro-negro, compareceu à coletiva de imprensa no dia seguinte ainda processando o que havia acontecido. Ele foi direto ao ponto: não havia segurança. Não para o jogo, não para os torcedores que assistiriam, não para ninguém. O treinador até se surpreendeu que a decisão tenha levado tanto tempo. Segundo as regras que conhece, em situações assim, após 45 minutos sem condições de segurança, o árbitro encerra tudo. Mas Jardim não quis soar como especialista — apenas relatava o que via e o que sabia.

O problema, porém, ia além do campo vazio. Porque se não havia segurança para jogar, também não havia para treinar. A delegação não conseguiu fazer nenhum trabalho tático ou físico. Tudo que haviam planejado para a dupla viagem — o jogo na Colômbia e o compromisso que viria depois — teve que ser deixado de lado. Mas o custo real foi outro: ninguém dormiu direito. Alguns jogadores conseguiram apenas quatro ou cinco horas de sono, e mesmo assim mal. Dormir em um avião não é dormir de verdade.

Jardim sabia que teria que lidar com isso tudo em poucos dias. O Flamengo enfrentaria o Grêmio no domingo pelo Campeonato Brasileiro, e a recuperação física seria secundária. O que preocupava era o lado fisiológico — aquele cansaço que não sai do corpo só com repouso, que fica ali, pesado, afetando reflexos e decisões.

Mas havia também a questão burocrática, e nela Jardim depositava esperança. Ele fez coro com o diretor José Boto: o Flamengo deveria receber os três pontos da partida. Não era justo que a equipe visitante fosse prejudicada por falha de segurança de quem mandava o jogo. A Conmebol, a confederação que governa o futebol sul-americano, teria que analisar o caso nas semanas seguintes. Jardim acreditava que a decisão seria favorável. Afinal, não havia mais tempo para jogar. O time da casa é quem fica prejudicado quando não consegue organizar um evento com segurança mínima.

Enquanto isso, a delegação rubro-negra tentava se recuperar em Porto Alegre, dormindo de verdade, se preparando para o domingo. O jogo na Colômbia havia ficado para trás — ou melhor, havia ficado suspenso, à espera de uma resolução que só viria depois.

Não havia segurança no estádio, para o jogo e para as pessoas assistirem de forma segura
— Leonardo Jardim, treinador do Flamengo
Acredito que vão nos dar os três pontos porque não existe mais tempo para jogar
— Leonardo Jardim
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como é possível que um jogo da Libertadores seja cancelado por protestos? Isso é comum?

Model

Não é comum, mas acontece. Quando há risco real à segurança — quando a torcida invade, quando há violência — o árbitro não tem escolha. Neste caso, os protestos da torcida do Independiente Medellín tornaram o estádio um lugar perigoso.

Inventor

E o Flamengo simplesmente perde o jogo?

Model

Não necessariamente. Há um processo. A Conmebol analisa o que aconteceu, quem foi responsável pela falha de segurança. Se foi culpa do time da casa, geralmente o visitante ganha os três pontos por W.O.

Inventor

Mas Jardim mencionou que ninguém dormiu. Por que isso importa tanto?

Model

Porque eles estavam em um estádio inseguro, em um país estrangeiro, sem poder treinar, sem poder descansar. O cansaço acumula. Alguns jogadores dormiram quatro horas em um avião. Isso afeta o desempenho no domingo contra o Grêmio.

Inventor

Jardim pareceu frustrado com o tempo que levou para cancelar?

Model

Sim. Ele disse que, pelas regras que conhece, após 45 minutos sem segurança, o árbitro deveria encerrar. Aqui demoraram uma hora e dez minutos. É tempo perdido, ansiedade prolongada.

Inventor

E se a Conmebol não der os três pontos?

Model

Seria injusto, na visão do Flamengo. O time visitante não pode ser punido por falha de segurança do adversário. Mas a burocracia às vezes surpreende.

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