Israel destrói túnel do Hezbollah no sul do Líbano com conhecimento dos EUA

Mais de um milhão de libaneses foram deslocados de suas casas devido ao conflito em curso.
Israel continuará operando contra infraestrutura terrorista enquanto se retira gradualmente
Netanyahu reafirma que as forças israelenses permanecerão na zona de segurança e prosseguirão com operações militares.

No sul do Líbano, onde antigas rivalidades se entrelaçam com acordos frágeis, Israel destruiu um túnel subterrâneo do Hezbollah em Majdal Zoun — um gesto que fala tanto de força quanto de desconfiança mútua. O ataque, coordenado com Washington e realizado dias após a assinatura de um acordo de segurança, revela a distância que separa o papel diplomático da realidade no terreno. Enquanto mais de um milhão de libaneses permanecem deslocados, a rejeição do acordo pelo líder do Hezbollah lembra que a paz negociada entre governos raramente chega ao mesmo ritmo para todos os que vivem sob o peso do conflito.

  • Israel destruiu um túnel de 200 metros em Majdal Zoun, repleto de centenas de armas e lançadores de foguetes, sinalizando que as operações militares não cessam mesmo com acordos em vigor.
  • O bombardeio ocorreu horas após ataques a militantes do Hezbollah em Nabatieh, revelando uma escalada contínua que desafia a lógica do cessar-fogo recém-assinado.
  • O acordo mediado pelos EUA prevê retirada gradual israelense e avanço do exército libanês, mas Israel mantém tropas em uma zona de segurança ampliada — uma concessão que muitos leem como ocupação disfarçada.
  • O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo como rendição e prometeu continuar a resistência armada, aprofundando o impasse e tornando qualquer implementação ainda mais incerta.
  • Mais de um milhão de libaneses deslocados aguardam um desfecho que os diplomatas ainda não conseguiram garantir, enquanto a crise humanitária se aprofunda sem horizonte claro.

No domingo, o exército israelense destruiu um túnel subterrâneo de 200 metros em Majdal Zoun, vila no sul do Líbano usada pelo Hezbollah para armazenar centenas de armas e lançadores de foguetes. A operação foi comunicada previamente aos Estados Unidos, conforme anunciado em conjunto pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz.

O ataque aconteceu horas depois de Israel afirmar ter atingido militantes do Hezbollah armados na região de Nabatieh — e apenas dias após a assinatura de um acordo de segurança mediado pelos americanos entre Líbano e Israel. O acordo prevê a retirada gradual das forças israelenses de certas áreas do sul, com o avanço paralelo do exército libanês, mas as tropas de Israel permanecerão em uma zona de segurança ampliada durante a transição. Netanyahu deixou claro que as operações contra o que chama de infraestrutura terrorista continuarão.

A iniciativa diplomática, porém, encontrou resistência imediata. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo categoricamente, classificando-o como uma rendição ao Estado israelense e reafirmando o compromisso do grupo com a luta armada. A posição expõe a fratura profunda entre as partes e lança dúvidas sobre a viabilidade de qualquer implementação.

Ao fundo desse impasse, mais de um milhão de libaneses permanecem deslocados de suas casas — uma das maiores crises humanitárias do Oriente Médio. Hezbollah e Irã alegam que Washington se comprometeu a encerrar as hostilidades no Líbano como parte de um memorando firmado semanas antes, mas os ataques continuados sugerem que os obstáculos à paz ainda são muito maiores do que os acordos assinados conseguem superar.

No domingo, as forças armadas israelenses destruíram um túnel subterrâneo de 200 metros de comprimento utilizado pelo Hezbollah em Majdal Zoun, uma vila no sul do Líbano. O ataque havia sido comunicado antecipadamente aos Estados Unidos, conforme revelado em comunicado conjunto do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa Israel Katz. Segundo o comunicado, a estrutura continha centenas de armas e lançadores de foguetes.

O bombardeio ocorreu poucas horas após Israel anunciar ter atingido militantes do Hezbollah armados com granadas propelidas por foguete e um lançador de foguetes na região de Nabatieh, também no sul do Líbano. Esses ataques acontecem em um contexto de tensão crescente, apesar de um acordo de segurança mediado pelos americanos ter sido assinado na sexta-feira anterior entre Líbano e Israel.

Esse acordo prevê uma retirada gradual das forças israelenses de certas áreas do sul do Líbano, acompanhada pelo deslocamento do exército libanês para a região. No entanto, as tropas israelenses permanecerão em uma zona de segurança ampliada durante esse período de transição. Netanyahu reafirmou que as forças armadas israelenses continuarão nessa zona e prosseguirão destruindo o que descrevem como infraestrutura terrorista, eliminando ameaças às comunidades do norte de Israel e protegendo seus cidadãos.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou categoricamente o acordo, caracterizando-o como uma rendição a Israel. Ele declarou que o grupo continuaria sua luta armada contra o Estado judeu. Essa posição reflete a profunda divisão sobre como resolver o conflito que se estende há meses na região.

O custo humano do conflito é imenso. Mais de um milhão de libaneses foram deslocados de suas casas, transformando a crise em uma das maiores emergências humanitárias do Oriente Médio. O Hezbollah e o Irã afirmam que Washington se comprometeu a encerrar as hostilidades no Líbano como parte de um memorando de entendimento assinado duas semanas antes, destinado a resolver o conflito mais amplo envolvendo a região. Porém, os ataques continuados sugerem que as negociações ainda enfrentam obstáculos significativos e que a implementação de qualquer acordo permanece incerta.

O grupo continuaria sua resistência armada contra Israel
— Naim Qassem, líder do Hezbollah
As forças armadas israelenses permaneceriam na zona de segurança e continuariam a destruir a infraestrutura terrorista
— Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Israel destruiu esse túnel especificamente agora, dias após um acordo de segurança ter sido assinado?

Model

O timing é revelador. O acordo foi assinado na sexta-feira, mas permite que Israel permaneça em uma zona de segurança ampliada enquanto as tropas se retiram gradualmente. Netanyahu está sinalizando que essa retirada não significa inatividade — Israel continuará operando contra o que chama de infraestrutura terrorista.

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E o conhecimento prévio dos EUA? O que isso muda?

Model

Muda tudo. Informar Washington antecipadamente sugere que o ataque não viola o acordo, mas sim que faz parte de uma estratégia coordenada. Os americanos estão mediando, então precisam estar alinhados com as operações israelenses para manter credibilidade com ambos os lados.

Inventor

Mas o Hezbollah rejeitou o acordo. Isso não torna a situação mais perigosa?

Model

Exatamente. Qassem disse que continuará a resistência armada. Então você tem Israel destruindo infraestrutura, o Hezbollah recusando-se a aceitar os termos, e mais de um milhão de libaneses já deslocados. O acordo existe no papel, mas a realidade no terreno é muito mais frágil.

Inventor

O que o Irã tem a ver com isso?

Model

O Hezbollah afirma que Washington prometeu encerrar as hostilidades como parte de um memorando mais amplo envolvendo o Irã. Se isso é verdade, então há uma negociação muito maior acontecendo — não é apenas sobre o Líbano, mas sobre a dinâmica de poder regional inteira.

Inventor

Então esse túnel destruído — é um ato de guerra ou uma operação dentro de um acordo?

Model

Essa é a questão que ninguém consegue responder com certeza. Para Netanyahu, é proteção da segurança. Para Qassem, é prova de que Israel não cumpre acordos. A verdade provavelmente está em algum lugar no meio — um acordo que permite operações militares contínuas enquanto negocia uma retirada.

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