No coração do Golfo Pérsico, onde o petróleo e a geopolítica se entrelaçam há décadas, o Irã transformou a ameaça de destruição em moeda diplomática. Ao advertir aliados americanos de que novos bombardeios provocariam represálias contra refinarias, campos de petróleo e redes elétricas regionais, Teerã não apenas sinalizou sua capacidade de causar dano — sinalizou sua compreensão de que a vulnerabilidade alheia pode ser mais poderosa do que a própria força. O resultado, ao menos por ora, foi a abertura de um espaço para a diplomacia onde havia apenas a lógica da escalada.