Maior pagamento da história em quantidade de beneficiários
9,5 milhões de contribuintes receberão R$ 16 bilhões em restituição, marcando o maior pagamento em quantidade de beneficiários na história. Consulta disponível a partir das 9h no site da Receita Federal; idosos, pessoas com deficiência e professores têm prioridade nos repasses.
- 9,5 milhões de brasileiros receberão R$ 16 bilhões em restituição em 30 de junho
- Consulta disponível a partir das 9h de terça-feira (23 de junho) no site da Receita Federal
- Idosos com 80 anos ou mais têm prioridade nos repasses; terceiro lote sai em 31 de julho
- 4 milhões de pessoas têm direito a restituição automática de R$ 500 milhões sem precisar declarar IR
A Receita Federal libera consulta ao segundo lote de restituição do IR 2026, contemplando 9,5 milhões de brasileiros com distribuição de R$ 16 bilhões a ser depositado em 30 de junho.
Na terça-feira 23 de junho, a Receita Federal abre as portas para que milhões de brasileiros descubram se estão entre os contemplados do segundo grande lote de restituição do Imposto de Renda. O número é impressionante: 9,5 milhões de pessoas receberão aproximadamente R$ 16 bilhões em devoluções de tributos pagos a mais durante o ano anterior. O depósito acontece uma semana depois, em 30 de junho, direto na conta de quem tem direito.
A consulta começa às 9 da manhã, horário de Brasília, no site oficial da Receita Federal. Basta acessar a seção "Consultar minha restituição" para saber se o seu nome está na lista. É um processo simples, mas para muitos brasileiros representa uma quantia significativa voltando ao bolso. A Receita chamou este segundo lote de "maior pagamento da história" quando se trata de quantidade de contribuintes beneficiados — um recorde que reflete tanto o tamanho da população quanto a quantidade de pessoas que pagaram impostos a mais no ano anterior.
Quem não conseguir a restituição neste lote não fica sem esperança. O calendário segue rigoroso: o terceiro lote sai em 31 de julho, e o quarto em 28 de agosto. Somados, todos esses pagamentos devem cobrir cerca de 80% do total estimado de restituições para 2026. O primeiro lote, já realizado em 29 de maio, havia beneficiado aproximadamente 8 milhões de pessoas com os mesmos R$ 16 bilhões.
A ordem de prioridade segue um padrão estabelecido. Idosos com 80 anos ou mais recebem primeiro. Depois vêm pessoas a partir de 60 anos, aquelas com deficiência ou doença grave, e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério. Após esses grupos, ganham prioridade os contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e escolheram receber via Pix com chave vinculada ao CPF — uma escolha que a Receita incentiva para agilizar os repasses.
Este ano trouxe uma novidade que beneficia quem nem sempre pensa em declarar imposto de renda. A Receita lançou um sistema de restituição automática, informalmente chamado de "cashback". Cerca de 4 milhões de brasileiros têm direito a receber automaticamente valores, mesmo que não sejam obrigados a fazer a declaração. Trata-se de R$ 500 milhões destinados a pessoas que tiveram imposto retido na fonte durante 2024 mas não eram obrigadas a declarar em 2025. Para receber, é preciso não ter entregado a declaração, ter direito a restituição de até R$ 1 mil, possuir CPF regular com baixo risco fiscal e ter uma chave Pix vinculada ao CPF.
O sistema de restituição em lotes, espalhado ao longo de meses, reflete tanto a complexidade de processar bilhões em devoluções quanto a estratégia de distribuir o impacto financeiro ao longo do tempo. Para o contribuinte, significa ficar atento às datas e acompanhar a consulta no site — um pequeno esforço que pode resultar em uma quantia considerável de volta ao bolso.
Citações Notáveis
Somados, esses pagamentos deverão alcançar cerca de 80% do total estimado de restituições do ano— Receita Federal
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Receita escolheu liberar a consulta apenas uma semana antes do depósito? Não seria mais útil saber com antecedência?
Provavelmente é uma questão de segurança e confirmação. Eles precisam validar tudo nos sistemas antes de garantir que o dinheiro vai sair. Uma semana é tempo suficiente para o contribuinte se preparar, mas curto demais para gerar especulação ou problemas.
Esse "cashback" automático parece uma mudança importante. Por que a Receita decidiu fazer isso agora?
Porque há milhões de pessoas que pagaram impostos mas nunca declararam — muitas vezes por não saber que tinham direito. É uma forma de simplificar, de trazer dinheiro de volta sem burocracia. Também reduz a quantidade de pessoas que deixam dinheiro na mesa por ignorância.
A prioridade para idosos e professores faz sentido, mas como fica quem não se encaixa em nenhuma categoria prioritária?
Eles entram na fila normal. Não é injusto, é apenas uma escolha de política pública — reconhecer que certos grupos têm maior vulnerabilidade ou importância social. Os outros recebem, só que depois.
Se 80% das restituições saem em quatro lotes até agosto, o que acontece com os outros 20%?
Provavelmente há casos mais complexos — declarações com pendências, inconsistências que precisam ser investigadas, ou pessoas que ainda não completaram o processo. Esses 20% podem levar mais tempo ou exigir ação do contribuinte.
Qual é o real impacto de R$ 16 bilhões sendo injetados na economia em um mês?
É significativo. Milhões de pessoas recebendo dinheiro ao mesmo tempo significa consumo, pagamento de dívidas, investimentos. Para o varejo, para os bancos, para quem precisa, é um alívio real. A Receita sabe disso — por isso distribui em lotes, não tudo de uma vez.