Em julho, a inflação brasileira recuou ao menor patamar para o mês em quatro anos, mas o resultado veio acima do esperado pelos analistas — um lembrete de que desacelerar não é o mesmo que controlar. O Banco Central, ao divulgar a ata do Copom, deixou claro que o alívio é parcial: mercado de trabalho aquecido, salários crescendo além da produtividade e a sombra de um real mais fraco mantêm o horizonte inflacionário carregado. A instituição segue em modo de calibragem, reconhecendo progressos sem abrir mão da vigilância — porque entre o número de hoje e o risco de amanhã há uma distância que os