O terror continua sendo um motor poderoso de público
Nas salas escuras do Brasil, o medo voltou a reunir multidões. Entre quinta-feira e domingo, 'Invocação do Mal 4: O Último Ritual' atraiu quase dois milhões de espectadores e arrecadou R$ 42,67 milhões, conquistando a segunda maior estreia cinematográfica do ano — um sinal de que o terror, como gênero, continua sendo uma das formas mais poderosas de comunhão coletiva no cinema. O fenômeno revela não apenas o apelo duradouro de franquias consolidadas, mas também o desejo persistente do público por experiências que o tirem, por algumas horas, da realidade cotidiana.
- Com R$ 42,67 milhões e 1,91 milhão de ingressos vendidos em apenas quatro dias, 'Invocação do Mal 4' impôs sua presença como o evento cinematográfico do momento no Brasil.
- O filme superou com folga 'Um Filme Minecraft' (R$ 31,89 milhões), mas ficou atrás de 'Lilo & Stitch', que permanece imbatível com R$ 61,92 milhões na maior abertura do ano.
- O fim de semana inteiro dos cinemas brasileiros foi puxado pela estreia: R$ 52,47 milhões e 2,34 milhões de espectadores fizeram dele o quarto melhor resultado semanal de 2025.
- A produção nacional 'O Último Azul', com Rodrigo Santoro, não resistiu à maré e terminou em oitavo lugar, com menos de 20 mil espectadores — evidenciando o desafio do cinema brasileiro diante de franquias globais.
- O desempenho consolida o terror como um dos gêneros mais rentáveis do mercado brasileiro, sinalizando que continuações de franquias com histórico sólido seguem sendo apostas seguras para distribuidores e exibidores.
O quarto capítulo da saga 'Invocação do Mal' chegou aos cinemas brasileiros como um evento de massa. Entre quinta-feira e domingo, o longa arrecadou R$ 42,67 milhões e reuniu 1,91 milhão de espectadores, segundo a Comscore — números que garantem à produção o posto de segunda maior estreia do ano no Brasil.
Apenas 'Lilo & Stitch', o live-action da Disney, ficou à frente, com R$ 61,92 milhões e 2,72 milhões de espectadores em seu fim de semana de abertura. A diferença é expressiva, mas não apaga o feito: 'Invocação do Mal 4' deixou para trás 'Um Filme Minecraft', que havia estreado em maio com R$ 31,89 milhões e 1,42 milhão de ingressos.
O sucesso da estreia impulsionou o mercado como um todo. Os cinemas brasileiros faturaram R$ 52,47 milhões no fim de semana, com 2,34 milhões de pessoas nas salas — o quarto melhor resultado semanal de 2025. 'Quarteto Fantástico: Primeiros Passos' e 'Os Caras Malvados 2' completaram o pódio, com R$ 1,81 milhão e R$ 1,63 milhão, respectivamente.
Entre os demais lançamentos, 'O Rei da Feira' e 'A Vida de Chuck' ocuparam a quarta e quinta posições. Já a produção nacional 'O Último Azul', estrelada por Rodrigo Santoro, terminou em oitavo lugar com menos de 20 mil espectadores — um contraste que evidencia a dificuldade do cinema brasileiro em competir com franquias globais de grande apelo popular.
O resultado reforça uma tendência que o mercado já conhece bem: o terror mobiliza multidões, e franquias com histórico consolidado continuam sendo uma das apostas mais seguras para atrair o público às salas de cinema.
O filme de terror "Invocação do Mal 4: O Último Ritual" chegou aos cinemas brasileiros com números que confirmam o apetite do público por continuações de franquias consolidadas. Entre quinta-feira e domingo, o longa arrecadou R$ 42,67 milhões e foi visto por 1,91 milhão de pessoas, segundo dados da Comscore. É a segunda maior estreia do ano no Brasil — um resultado robusto que coloca a produção em posição de destaque no calendário cinematográfico de 2025.
Apenas um filme superou esse desempenho nas telonas brasileiras este ano: "Lilo & Stitch", o live-action da Disney que somou R$ 61,92 milhões e atraiu 2,72 milhões de espectadores em seu fim de semana de abertura. A diferença entre os dois é notável, mas não diminui o feito da franquia de horror. O filme de terror deixou para trás "Um Filme Minecraft", que havia marcado presença com R$ 31,89 milhões e 1,42 milhão de ingressos vendidos quando entrou em cartaz em maio.
O fim de semana no cinema brasileiro como um todo refletiu o sucesso da estreia. Os cinemas do país faturaram R$ 52,47 milhões, com 2,34 milhões de pessoas passando pelas bilheterias. Foi o quarto melhor desempenho de um fim de semana em 2025. "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos" ficou em segundo lugar na disputa semanal, com R$ 1,81 milhão e 88 mil ingressos. "Os Caras Malvados 2" completou o pódio, arrecadando R$ 1,63 milhão para 79 mil espectadores.
Outros lançamentos também marcaram presença. "O Rei da Feira" e "A Vida de Chuck" ocuparam a quarta e quinta posições, respectivamente, com R$ 1,02 milhão e R$ 650 mil de bilheteria. A produção nacional "O Último Azul", estrelada por Rodrigo Santoro, não conseguiu acompanhar o ritmo dos concorrentes e ficou em oitava posição, atraindo menos de 20 mil espectadores.
O resultado de "Invocação do Mal 4" reforça uma tendência clara no mercado cinematográfico brasileiro: o gênero de terror continua sendo um motor poderoso de público, e as franquias com histórico consolidado conseguem mobilizar multidões nas primeiras semanas de exibição. A sequência chega em um momento em que o público busca experiências imersivas nas salas de cinema, e o horror parece ser uma das apostas mais seguras para atrair espectadores em massa.
Citas Notables
A franquia de terror superou "Um Filme Minecraft", que faturou R$ 31,89 milhões quando entrou em cartaz em maio— Dados da Comscore
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que você acha que "Invocação do Mal 4" conseguiu essa segunda posição tão forte, ficando tão perto dos números de "Lilo & Stitch"?
A franquia tem uma base de fãs muito leal. As pessoas já sabem o que esperar, já conhecem os personagens, e isso reduz a incerteza. Horror é um gênero que funciona bem em cinema — você quer aquela experiência coletiva de susto.
Mas "Lilo & Stitch" é Disney, é um live-action de um clássico. Como o terror consegue competir?
Porque são públicos diferentes. Disney atrai famílias inteiras, crianças, adultos nostálgicos. Terror atrai um público mais específico, mas muito dedicado. E esse público foi em massa.
O que você acha que isso diz sobre o que o Brasil quer ver no cinema agora?
Que as pessoas ainda confiam em franquias. Não querem arriscar em algo desconhecido. Preferem sequências de filmes que já viram e gostaram.
E os filmes nacionais? "O Último Azul" com Rodrigo Santoro não conseguiu nem 20 mil espectadores.
Aí está o problema real. Enquanto as franquias internacionais dominam, os filmes brasileiros lutam por espaço. Não é falta de talento ou qualidade — é falta de marketing, de distribuição, de confiança do público em apostar no desconhecido.