Os danos causados pelos raios ultravioleta são cumulativos e podem se manifestar apenas no longo prazo
A cada inverno, os olhos humanos enfrentam uma pressão silenciosa: o ar seco, os aquecedores e os ambientes fechados comprometem a lubrificação natural e abrem caminho para condições como a síndrome do olho seco e a conjuntivite alérgica. No Rio Grande do Sul, a Sociedade de Oftalmologia (Sorigs) lembra que esses desconfortos, discretos no início, carregam o potencial de afetar a rotina — e que a atenção preventiva é, em qualquer estação, um ato de cuidado com a própria visão.
- O inverno gaúcho reúne condições particularmente hostis aos olhos: ar seco, poeira acumulada e o calor artificial dos aquecedores reduzem a lubrificação ocular e disparam irritações.
- Síndrome do olho seco e conjuntivite alérgica avançam de forma sutil — sensação de areia, ardência, coceira intensa e visão embaçada são sinais que muitos ignoram até o quadro se agravar.
- A Sorigs alerta que julho concentra campanhas de conscientização justamente porque o frio amplifica os sintomas e lota os consultórios oftalmológicos.
- Medidas simples como boa hidratação, higiene das mãos e evitar coçar os olhos são a primeira linha de defesa — e o uso de óculos de sol no inverno, ainda subestimado, protege contra a radiação UV presente o ano todo.
- Diante de sintomas persistentes, a busca por um oftalmologista é urgente: o diagnóstico precoce define a conduta correta e evita complicações que poderiam ser facilmente prevenidas.
O inverno no Rio Grande do Sul não traz apenas frio — traz também ar seco, ambientes fechados e uma série de condições que colocam os olhos sob pressão crescente. É nesta estação que os consultórios oftalmológicos registram aumento expressivo de casos de síndrome do olho seco e conjuntivite alérgica, problemas que começam de forma discreta, mas podem evoluir e interferir na rotina diária.
A Sociedade de Oftalmologia do RS (Sorigs) aponta que o uso de aquecedores e o acúmulo de poeira em espaços fechados comprometem a lubrificação natural dos olhos. Guilherme Diehl, presidente da entidade, destaca que os sintomas — sensação de areia, ardência, vermelhidão, visão embaçada e coceira intensa — são reconhecíveis, mas frequentemente subestimados até que o desconforto se torne evidente.
A prevenção, segundo a Sorigs, deve anteceder os sintomas: manter boa hidratação, evitar coçar os olhos, higienizar as mãos e não usar colírios sem orientação médica são medidas fundamentais. Um ponto frequentemente ignorado é o uso de óculos de sol no inverno — a radiação UV está presente o ano todo, inclusive em dias nublados, e seus danos são cumulativos.
Quando surgem sintomas persistentes como dor, secreção ou alterações na visão, a recomendação é clara: procurar um oftalmologista. O diagnóstico precoce não é apenas prudente — é necessário para garantir que a saúde ocular atravesse o inverno sem complicações.
O inverno no Rio Grande do Sul traz mais do que apenas temperaturas baixas. Junto com o frio vem o ar seco, a permanência prolongada em ambientes fechados e uma série de condições que colocam os olhos sob pressão. É nesta estação que os consultórios oftalmológicos registram aumento significativo de casos de síndrome do olho seco, conjuntivite alérgica e outras irritações oculares — problemas que, embora frequentemente discretos no início, podem evoluir e afetar a rotina diária das pessoas.
A Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs) alerta que o inverno reúne fatores particularmente prejudiciais à saúde ocular. O ar seco, o uso de aquecedores e o acúmulo de poeira em espaços fechados comprometem a lubrificação natural dos olhos e aumentam a irritação da superfície ocular. Segundo Guilherme Diehl, presidente da Sorigs, esses sintomas começam muitas vezes de forma sutil, mas podem evoluir e interferir nas atividades cotidianas se não forem adequadamente acompanhados.
A síndrome do olho seco é um dos quadros mais comuns nesta época. Ela ocorre quando há produção insuficiente de lágrimas ou quando as lágrimas evaporam excessivamente. Os sinais são bem reconhecíveis: sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão, visão embaçada e maior sensibilidade à luz. Paralelamente, a conjuntivite alérgica também tende a se intensificar durante o inverno, especialmente entre pessoas sensíveis aos alérgenos presentes em ambientes fechados, manifestando-se por coceira intensa, lacrimejamento e irritação persistente.
A Sorigs destaca que julho concentra campanhas de conscientização sobre o olho seco justamente porque o frio intensifica os sintomas e amplia a procura por atendimento oftalmológico. Porém, a prevenção deve começar antes que os desconfortos se tornem evidentes. Medidas simples — manter boa hidratação, evitar coçar os olhos, higienizar corretamente as mãos e não usar colírios sem orientação profissional — são fundamentais para proteger a saúde ocular durante esta estação.
Um aspecto frequentemente negligenciado é o uso de óculos de sol no inverno. Existe uma percepção equivocada de que a proteção ultravioleta é necessária apenas no verão. A realidade é que a radiação UV permanece presente durante todo o ano, mesmo em dias nublados ou frios. Como os danos causados pelos raios ultravioleta são cumulativos e podem se manifestar apenas no longo prazo, a proteção deve ser contínua, independentemente da estação.
Quando sintomas persistentes surgem — dor, secreção, coceira intensa, vermelhidão ou alterações na visão — a recomendação é buscar avaliação com um oftalmologista. O diagnóstico precoce permite identificar a causa do problema e definir a conduta mais apropriada, evitando complicações e garantindo maior segurança ao paciente. A atenção redobrada durante o inverno não é apenas uma sugestão, mas uma necessidade para manter a saúde ocular em dia.
Notable Quotes
O inverno exige atenção especial com a saúde ocular, porque reúne fatores que comprometem a lubrificação natural dos olhos e aumentam a irritação da superfície ocular— Guilherme Diehl, presidente da Sorigs
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que o inverno especificamente piora tanto a saúde dos olhos? Não é apenas uma questão de frio.
Não é só o frio. O inverno concentra vários fatores simultaneamente: o ar fica muito mais seco, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados com aquecedores ligados, e a poeira se acumula nesses espaços. Tudo isso reduz a lubrificação natural dos olhos.
E por que isso afeta tanto a lágrima? A lágrima é só água?
A lágrima é muito mais complexa. Ela tem componentes que protegem e lubrificam. Quando o ar está seco e quente, a lágrima evapora mais rápido do que o corpo consegue repor. É como se o olho não conseguisse acompanhar a demanda.
Então a síndrome do olho seco é basicamente desidratação do olho?
Exatamente. Pode ser por falta de produção de lágrima ou por evaporação excessiva. O resultado é o mesmo: a superfície do olho fica ressecada, causando aquela sensação de areia, ardência, vermelhidão.
E a conjuntivite alérgica que também piora no inverno — por quê?
Porque as pessoas ficam mais tempo dentro de casa, expostas a alérgenos que se acumulam em ambientes fechados. Ácaros, poeira, mofo — tudo isso fica concentrado. Quem é sensível a esses agentes sofre mais coceira e irritação.
Parece que o inverno é uma tempestade perfeita para os olhos.
É exatamente isso. E o pior é que muitas pessoas não reconhecem os primeiros sinais como algo sério. Começam com um leve desconforto e deixam evoluir até o ponto em que afeta a rotina.
Então a prevenção é realmente a melhor estratégia?
Sem dúvida. Hidratar-se bem, não coçar os olhos, manter as mãos limpas e usar óculos de sol mesmo no inverno — são coisas simples que fazem diferença real. E se os sintomas persistem, não esperar para procurar um oftalmologista.