Antena Starlink é apreendida em presídio do Rio de Janeiro

Mulher foi presa em flagrante por tráfico de drogas ao tentar entrar no presídio com 580 gramas de cocaína ocultada no corpo.
Alguém teve que planejar isso com cuidado
A descoberta de uma antena Starlink em presídio sugere operação organizada, não acidental.

No coração de um complexo penitenciário do Rio de Janeiro, a tecnologia mais avançada de conectividade por satélite foi encontrada onde deveria reinar o silêncio das comunicações — revelando que a engenhosidade humana em burlar fronteiras não conhece limites, sejam eles físicos ou digitais. Na terça-feira 23 de junho, agentes da Secretaria de Estado de Polícia Penal descobriram uma antena Starlink no Presídio Gabriel Ferreira Castilho, em Bangu, junto a celulares, um roteador e drogas. O episódio levanta questões que transcendem o contraband em si: quem, dentro do sistema, abre as portas para que o mundo exterior entre onde não deveria?

  • Uma antena Starlink — símbolo da conectividade global — foi encontrada dentro de um presídio de segurança em Bangu, evidenciando que redes criminosas acompanham de perto os avanços tecnológicos para subverter bloqueios de sinal.
  • A descoberta não foi fruto do acaso: uma operação de inteligência da Seppen já rastreava indícios de que alguém trabalhava ativamente para furar as proteções de comunicação da unidade.
  • A Corregedoria-Geral abriu sindicância formal para investigar se servidores públicos facilitaram a entrada do equipamento, lançando suspeita sobre o próprio sistema que deveria garantir a segurança.
  • No mesmo dia, uma mulher foi flagrada tentando entrar em outro presídio do complexo com 580 gramas de cocaína escondidas no corpo, presa somente graças ao scanner corporal.
  • Os dois casos, juntos, expõem a pressão constante sobre os protocolos penitenciários e a necessidade urgente de atualizar estratégias de controle diante de ameaças cada vez mais sofisticadas.

Na terça-feira 23 de junho, agentes penitenciários encontraram uma antena Starlink dentro do Presídio Gabriel Ferreira Castilho, no Complexo de Gericinó, em Bangu. O equipamento — desenvolvido pela empresa de Elon Musk para acesso à internet via satélite — estava sendo usado para contornar os sistemas de bloqueio de sinal da unidade. A operação que levou à apreensão não foi aleatória: a inteligência da Secretaria de Estado de Polícia Penal já havia identificado sinais de que alguém tentava burlar essas proteções.

Além da antena, foram recolhidos um roteador, quatro celulares e porções de maconha. Todo o material foi encaminhado à 34ª Delegacia de Polícia. A questão que permanece é como um equipamento desse porte chegou ao interior da prisão — e com a ajuda de quem. A Corregedoria-Geral abriu sindicância para investigar o possível envolvimento de servidores públicos no esquema.

No mesmo dia, em outra ala do complexo, uma mulher tentou entrar no Presídio Inspetor José Antônio da Costa Barros com 580 gramas de cocaína escondidas na região pélvica. Ela passou pela revista inicial, mas o scanner corporal sinalizou a irregularidade. Autuada em flagrante por tráfico de drogas, foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Os dois episódios, ocorridos no mesmo dia e no mesmo complexo, revelam a persistência de um desafio que as autoridades penitenciárias enfrentam cotidianamente: mesmo com protocolos estabelecidos, recursos que podem coordenar atividades criminosas de dentro das celas continuam encontrando caminho para entrar.

Na terça-feira 23 de junho, agentes de segurança penitenciária encontraram uma antena Starlink dentro do Presídio Gabriel Ferreira Castilho, no Complexo de Gericinó em Bangu. O equipamento de internet por satélite — tecnologia desenvolvida pela empresa de Elon Musk — estava sendo usado numa tentativa de contornar os sistemas de bloqueio de sinal que funcionam dentro da unidade. A descoberta não foi acidental. Policiais penais vinculados à Secretaria de Estado de Polícia Penal haviam identificado sinais de que alguém estava trabalhando para burlar essas proteções, e a operação de inteligência que se seguiu confirmou as suspeitas.

Além da antena, os agentes recolheram um roteador, quatro telefones celulares e porções de maconha picada. Todo o material foi encaminhado para a 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu. O achado abriu espaço para questões mais amplas sobre como equipamentos desse porte conseguem chegar até o interior de uma prisão — e quem pode estar envolvido nessa operação. A Corregedoria-Geral da instituição penitenciária abriu uma investigação formal para examinar se servidores públicos tiveram participação no esquema.

No mesmo dia, em outra ala do Complexo de Gericinó, agentes detiveram uma mulher que tentava entrar no Presídio Inspetor José Antônio da Costa Barros. Ela havia passado pela revista inicial, mas o scanner corporal — equipamento que produz imagens do corpo — sinalizou algo anormal na região pélvica. Quando revista mais detalhada foi realizada, os agentes encontraram um invólucro contendo aproximadamente 580 gramas de cocaína escondido em suas partes íntimas.

A mulher foi levada à mesma delegacia e autuada em flagrante por tráfico de drogas. Depois disso, foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Os dois casos — o equipamento de comunicação sofisticado e a tentativa de contrabando de droga em grande quantidade — ilustram a persistência de desafios que as autoridades penitenciárias enfrentam. Mesmo com protocolos de segurança em vigor, pessoas continuam encontrando maneiras de introduzir recursos que podem ser usados para coordenar atividades criminosas de dentro das celas.

A apreensão ocorreu a partir de um trabalho de inteligência que identificou uma tentativa de driblar o bloqueio de sinal dentro da unidade prisional
— Secretaria de Estado de Polícia Penal
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como uma antena Starlink chega até dentro de um presídio? Isso não é algo que se esconde facilmente.

Model

Exatamente. Alguém teve que planejar isso. A polícia penal estava investigando porque suspeitava que havia uma tentativa organizada de contornar o bloqueio de sinal. Não é um equipamento que aparece por acaso.

Inventor

E o que muda quando alguém consegue internet de satélite dentro de uma prisão?

Model

Muda tudo. Com internet, você coordena operações do lado de fora, movimenta dinheiro, organiza fugas. O bloqueio de sinal existe justamente para impedir isso.

Inventor

A Corregedoria abriu uma sindicância. O que isso significa na prática?

Model

Significa que estão investigando se funcionários da prisão estavam envolvidos. Não é possível trazer uma antena Starlink para dentro de um presídio sem ajuda de dentro.

Inventor

E a mulher com a cocaína no mesmo dia — é coincidência?

Model

Provavelmente não. Esses casos costumam estar conectados. Alguém coordena o contrabando de fora, usa comunicação para sincronizar as tentativas. O scanner corporal funcionou dessa vez, mas mostra como o sistema está sendo testado constantemente.

Quer a matéria completa? Leia o original em Diário do Rio ↗
Fale Conosco FAQ