Em agosto de 2026, o INSS reformulou silenciosamente as regras que governam o crédito consignado de aposentados e pensionistas, reconhecendo que a burocracia pode ser, ela mesma, uma forma de exclusão. A nova instrução normativa não abandona a biometria, mas abre um caminho alternativo para quem nunca foi registrado nos sistemas governamentais — permitindo que o acesso ao crédito não dependa de uma ausência que o próprio Estado criou. É um ajuste técnico com consequências humanas: milhões de brasileiros que estavam presos num impasse burocrático ganham, finalmente, uma saída.