Em democracias maduras, a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte são considerados pilares inegociáveis do Estado de Direito. No Brasil de 2026, o Supremo Tribunal Federal autorizou a apreensão do celular do jornalista Luís Pablo e a exposição de suas fontes, sob o guarda-chuva de um inquérito criado em 2019 — cujas origens, segundo análise histórica cuidadosa, apontam menos para a defesa da democracia do que para a proteção da própria corte. O episódio coloca em xeque não apenas um jornalista, mas a confiança de toda uma sociedade na distinção entre instituição e poder.
Inquérito das fake news precisa acabar, diz Folha
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