Quando um governo remove as regras sem substituí-las, o mercado responde com a lógica que lhe é própria: quem pode evitar custos, evita-os. Em Portugal, a revogação das metas obrigatórias de biocombustíveis em dezembro de 2025 criou um vazio legal que, em poucos meses, reduziu a incorporação de combustíveis renováveis em 57%, segundo dados da ENSE. O episódio revela como a descarbonização dos transportes depende menos da boa vontade dos operadores do que da clareza e exigibilidade das regras que os enquadram.