Incêndio na Andaluzia é estabilizado após 4 dias e 13 mortos

Treze pessoas morreram no incêndio, quase 1.500 moradores foram obrigados a deixar suas casas, e dezenas ainda permanecem desaparecidas.
O princípio do fim de um incêndio terrível
O presidente da Andaluzia marca o momento em que as chamas foram finalmente contidas após quatro dias de destruição.

No sul da Espanha, onde o sol e a tranquilidade atraíram pessoas de muitos países, o fogo revelou em quatro dias a fragilidade de tudo que parecia permanente. O incêndio na província de Almería deixou 13 mortos, quase 1.500 desabrigados e 7 mil hectares consumidos — não como um acidente isolado, mas como mais um capítulo de uma transformação climática que a Europa ainda luta para nomear com a seriedade que merece.

  • O fogo avançou a 100 metros por minuto, cercando moradores em uma paisagem acidentada que tornava a fuga quase impossível.
  • A maioria das vítimas era estrangeira — britânicos e outros europeus que haviam escolhido a Andaluzia como lar ou refúgio, e que agora figuram entre os mortos ou desaparecidos.
  • Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas, e a identificação dos corpos se arrasta porque as famílias estão espalhadas por vários países.
  • Ventos mais fracos e maior umidade na noite de sábado permitiram que os bombeiros virassem o jogo, e o governo regional anunciou a estabilização no domingo.
  • A Espanha registrou quase 400 mil hectares queimados no ano anterior — o maior número já documentado na Europa — e o incêndio de Almería aponta para uma nova normalidade, não para uma exceção.

Quatro dias depois de eclodir na província de Almería, no sul da Espanha, o incêndio foi finalmente estabilizado no domingo. O saldo ainda em contagem: 13 mortos, quase 1.500 pessoas expulsas de suas casas e 7 mil hectares reduzidos a cinzas — o equivalente a 380 estádios do Maracanã.

Nos primeiros dias, as chamas avançaram com velocidade aterradora, consumindo 100 metros de terreno por minuto e se espalhando por um perímetro de mais de 40 quilômetros. A topografia acidentada da região, com ravinas e casas isoladas, transformou a evacuação em caos. Muitos não conseguiram escapar a tempo.

A maioria das vítimas era estrangeira — especialmente britânicos que escolheram o leste da Andaluzia para viver ou manter casas de férias, atraídos pelo clima e pela sensação de tranquilidade. Dezenas ainda estão desaparecidas. A identificação dos corpos avança lentamente porque as famílias estão espalhadas por vários países, tornando a coleta de amostras uma tarefa complexa.

O presidente do governo andaluz, Juan Manuel Moreno Bonilla, atribuiu a virada às condições meteorológicas da noite anterior — ventos menos intensos e maior umidade. Ele chamou o momento de 'o princípio do fim do incêndio terrível'. O retorno dos desalojados será gradual, e o primeiro-ministro Pedro Sánchez estava previsto para visitar a região na segunda-feira.

O incêndio de Almería não é uma anomalia. A Espanha enfrenta ondas de calor cada vez mais frequentes, com temperaturas que regularmente ultrapassam os 40 graus. No ano anterior, quase 400 mil hectares foram consumidos pelo fogo no país — o maior número já registrado pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais. O que aconteceu em Almería pode ser um sinal do que está por vir.

Quatro dias depois que as chamas começaram a devorar a paisagem da Andaluzia, os bombeiros finalmente conseguiram estabilizar o incêndio no domingo. O fogo, que eclodiu na quinta-feira na província de Almería, no sul da Espanha, deixou um rastro de destruição que ainda está sendo contabilizado: 13 mortos, quase 1.500 pessoas expulsas de suas casas, e 7 mil hectares reduzidos a cinzas — uma área equivalente a 380 estádios do Maracanã.

Nos primeiros dias, o fogo avançou com uma velocidade aterradora, consumindo 100 metros de terreno a cada minuto. As chamas se espalharam por um perímetro de mais de 40 quilômetros, carbonizando carros, destruindo casarões e cercando moradores que tentavam fugir. A topografia acidentada da região, marcada por ravinas e casas isoladas, transformou a evacuação em um caos. Muitos não conseguiram escapar a tempo.

A maioria das vítimas era estrangeira. A região atrai moradores de outros países — especialmente britânicos — que escolheram o leste da Andaluzia para viver ou manter casas de férias, seduzidos pelo clima ensolarado e pela sensação de tranquilidade que o lugar oferecia. Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas. As autoridades trabalham com cautela na contagem final, aguardando a conclusão das autópsias e a identificação dos corpos. O processo se arrasta porque as famílias das vítimas estão espalhadas por vários países, tornando a coleta de amostras para identificação uma tarefa complexa.

O presidente do governo da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, anunciou a estabilização do incêndio no domingo, creditando a virada às condições meteorológicas favoráveis da noite anterior — ventos menos intensos e maior umidade permitiram que os bombeiros ganhassem terreno. Ele chamou o momento de "o princípio do fim do incêndio terrível". Os moradores que ainda estão desalojados poderão retornar às suas casas de forma gradual. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, estava programado para visitar a região na segunda-feira.

Este incêndio se insere em um padrão perturbador. A Espanha está entre os países europeus mais atingidos pelas consequências das mudanças climáticas. Nos últimos anos, o país tem enfrentado ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas, com temperaturas que regularmente ultrapassam os 40 graus Celsius. Essas condições extremas amplificam o risco de incêndios florestais de proporções catastróficas. No ano anterior, os incêndios consumiram quase 400 mil hectares no país — o maior número já registrado pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais — e mataram oito pessoas. O incêndio de Almería, portanto, não é uma anomalia, mas um sinal do que pode se tornar a nova normalidade.

As condições meteorológicas da noite foram extremamente positivas e podemos dar esta boa notícia da estabilização deste incêndio tão cruel
— Juan Manuel Moreno Bonilla, presidente do governo da Andaluzia
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Inventor

Por que a maioria das vítimas era estrangeira? Isso foi coincidência ou há algo sobre quem vive naquela região?

Model

A Andaluzia oriental atrai muitos britânicos e outros europeus que buscam aposentadoria ou casas de férias. Eles escolhem o lugar justamente pela tranquilidade e clima. Mas essa tranquilidade é enganosa — a região tem ravinas, casas isoladas, e quando o fogo chega a 100 metros por minuto, não há tempo para evacuar.

Inventor

Cem metros por minuto é muito rápido. Como as pessoas conseguem escapar?

Model

Muitas não conseguem. O terreno acidentado torna impossível sair rápido. Alguns ficaram cercados enquanto tentavam fugir. É por isso que dezenas ainda estão desaparecidas.

Inventor

As autoridades sabem quantas pessoas morreram exatamente?

Model

Sabem que foram 13, mas o número de desaparecidos ainda é impreciso. As autópsias estão atrasadas porque as famílias estão em outros países. É difícil coletar amostras para identificação quando as pessoas estão espalhadas pela Europa.

Inventor

Isso vai acontecer novamente?

Model

Provavelmente. A Espanha enfrenta ondas de calor cada vez mais intensas e frequentes. No ano passado, os incêndios queimaram 400 mil hectares — um recorde. Este incêndio de Almería não é exceção, é parte de um padrão.

Inventor

E o que mudou para estabilizar o fogo?

Model

O vento caiu e a umidade subiu durante a noite de domingo. Foram pequenas mudanças nas condições meteorológicas, mas suficientes para os bombeiros ganharem controle. Sem isso, o fogo continuaria avançando.

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