Na tarde de uma terça-feira de agosto, o fogo encontrou terreno fértil em Itaquaquecetuba: uma fábrica de solventes e resinas, com 24 tanques repletos de substâncias inflamáveis, tornou-se palco de um incêndio que convocou dezessete viaturas de bombeiros e reacendeu a pergunta perene sobre os limites entre a produção industrial e o risco coletivo. Até o momento, nenhuma vida foi perdida — e é nessa margem estreita entre o desastre evitado e o que ainda pode acontecer que as autoridades trabalham, isolando, monitorando e investigando.