Receita abre consulta ao 2º lote de restituição do IR 2026, o maior da história

O maior lote de restituição já processado em número de beneficiados
Quase 9,6 milhões de contribuintes vão receber R$ 16 bilhões em 30 de junho.

O segundo lote beneficia 9,58 milhões de contribuintes, sendo o maior da história em número de beneficiados, com pagamento de R$ 16 bilhões em 30 de junho. Contribuintes com prioridade legal (idosos, pessoas com deficiência, professores) e aqueles que usaram declaração pré-preenchida ou Pix recebem neste lote; sem prioridade não há pagamento agora.

  • 9,58 milhões de contribuintes no segundo lote
  • R$ 16 bilhões em pagamentos em 30 de junho
  • 18,3 milhões de pessoas beneficiadas nos dois primeiros lotes
  • R$ 32 bilhões totalizados nos dois primeiros lotes
  • Representa cerca de 80% das restituições previstas para 2026

A Receita Federal abre nesta terça a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2026, o maior da história com 9,58 milhões de contribuintes e R$ 16 bilhões em pagamentos previstos para 30 de junho.

A Receita Federal abre nesta terça-feira a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2026, e os números marcam um recorde. Quase 9,6 milhões de contribuintes vão receber R$ 16 bilhões em pagamentos agendados para 30 de junho. É o maior lote de restituição já processado pela administração tributária brasileira em termos de quantidade de beneficiados.

Este segundo lote tem o mesmo valor do primeiro, que foi pago em maio. Juntos, os dois pagamentos vão atingir 18,3 milhões de contribuintes com um total de R$ 32 bilhões — o que representa cerca de 80% de todas as restituições previstas para este ano, segundo informações da Receita Federal. O calendário segue com mais dois lotes programados: um em 31 de julho e outro em 28 de agosto.

O dinheiro não é distribuído de forma uniforme. Dos R$ 16 bilhões deste lote, R$ 4,49 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal estabelecida por lei. Isso inclui 155 mil idosos acima de 80 anos, mais de 1,1 milhão de idosos entre 60 e 79 anos, pouco mais de 106 mil pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave, e cerca de 508 mil contribuintes cuja principal fonte de renda vem do magistério. O restante — 7,7 milhões de restituições — vai para quem ganhou prioridade por ter utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Contribuintes sem nenhuma prioridade não receberão neste lote.

Para saber se está incluído no pagamento, o contribuinte pode acessar a página da Receita Federal na internet e clicar em "Meu Imposto de Renda" e depois em "Consultar a Restituição". A plataforma oferece uma consulta simplificada ou completa, com acesso ao extrato de processamento através do e-CAC. Há também um aplicativo para tablets e smartphones que permite verificar diretamente nas bases da Receita se a restituição foi liberada e qual é a situação cadastral do CPF.

A Receita reforça que os pagamentos serão feitos apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte. Se houver erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino, o pagamento não será realizado. Nesse caso, o contribuinte tem até um ano para reagendar o crédito. Pode fazer isso pelo Portal do Banco do Brasil ou ligando para a Central de Relacionamento BB nos números 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) ou 0800-729-0088 (para deficientes auditivos). Basta informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.

Ao consultar, o contribuinte também descobre se sua declaração caiu na chamada "malha fina" — quando há pendências que impedem o pagamento. Para verificar isso, é preciso acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal usando uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Lá, buscando por "declarações e demonstrativos" e depois "Meu Imposto de Renda", é possível saber se a declaração foi processada normalmente ou se há divergências retidas.

Quando há pendência, geralmente significa que a declaração foi retida por divergências de dados entre o que o contribuinte informou e o que a Receita possui. A inconsistência pode vir de um erro do próprio contribuinte, de informações erradas enviadas pela empresa onde trabalha, ou até de terceiros como prestadores de serviços. Se o erro foi do contribuinte, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação e sair da malha fina. Se o erro veio da fonte pagadora ou de um prestador de serviços, o contribuinte precisa aguardar a retificação deles.

A Receita Federal assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte
— Receita Federal
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que este lote é considerado o maior da história se o valor é igual ao primeiro?

Model

Porque o recorde é em número de pessoas beneficiadas, não em dinheiro. 9,58 milhões de contribuintes é mais gente do que nunca recebeu restituição em um único lote.

Inventor

Quem fica de fora nesta rodada?

Model

Quem não tem nenhuma prioridade legal. Idosos, deficientes, professores e quem usou a declaração pré-preenchida ou Pix recebem agora. Os outros esperam pelos próximos lotes.

Inventor

E se o banco não conseguir depositar o dinheiro na minha conta?

Model

A Receita não deixa o dinheiro desaparecer. Você tem até um ano para reagendar o crédito, corrigindo os dados bancários. Depois disso, precisa fazer um requerimento pelo portal.

Inventor

Como eu sei se estou na malha fina?

Model

Consultando no e-CAC. Se sua declaração foi retida por divergências, o sistema vai mostrar qual é o problema e como resolver. Pode ser erro seu, da sua empresa ou de um prestador de serviços que você incluiu.

Inventor

E se o erro não foi meu?

Model

Se foi da empresa ou do prestador, você espera eles corrigirem. Se foi você, manda uma declaração retificadora e sai da malha fina na hora.

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