Nas lojas britânicas da Iceland, câmaras que durante décadas apenas registaram o passado foram convertidas em sentinelas do presente — capazes de reconhecer, em oito segundos, o gesto furtivo antes que ele se complete. A tecnologia SAI One, assente em visão computacional e inteligência artificial, reduziu em 80% as perdas por furto numa cadeia que estimava gastar 20 milhões de libras anuais com esse problema. O feito técnico é inegável; a pergunta que fica suspensa no ar é mais antiga: até onde pode chegar o olhar de uma máquina antes de cruzar a fronteira do que é humano e justo.