Após quatro meses de recuo, o Ibovespa encerrou julho com alta de 3,47%, alcançando 177.999 pontos — um respiro que não apaga as tensões, mas revela a resiliência dos mercados diante de forças contraditórias. O retorno do capital estrangeiro, somado a expectativas de afrouxamento monetário doméstico, sustentou a Bolsa mesmo enquanto tarifas americanas e um Federal Reserve cauteloso lembravam ao mundo que a incerteza ainda governa o horizonte. É o eterno equilíbrio entre o que anima e o que ameaça — e, por ora, o ânimo levou a melhor.