No limiar entre a física teórica e a engenharia aplicada, a IBM deu um passo concreto rumo à computação quântica em escala: criou um sistema criogênico capaz de manter processadores a 15 milikelvins, um ambiente quase 200 vezes mais frio que o espaço profundo. O feito não é apenas uma proeza térmica — é a tentativa de construir a infraestrutura que tornará possível máquinas quânticas confiáveis o suficiente para resolver problemas do mundo real. A humanidade já aprendeu que as maiores revoluções tecnológicas começam, muitas vezes, pelo domínio do invisível: neste caso, o controle do frio extre