IA traz eficiência à saúde, mas não substitui médico, diz Fleury

A tecnologia liberta o médico para o que realmente importa
Tsutsui explica como a IA aumenta produtividade sem ameaçar profissionais da saúde.

Em meio ao debate global sobre o papel da inteligência artificial no trabalho humano, a presidente do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui, oferece uma perspectiva que recusa o alarmismo: a tecnologia não chega para substituir o médico, mas para devolver-lhe aquilo que a burocracia havia tomado — o tempo com o paciente. Em São Paulo, esse entendimento se materializa em investimentos concretos que unem diagnóstico de precisão e longevidade saudável, sugerindo que o futuro da medicina pode ser, ao mesmo tempo, mais humano e mais eficiente.

  • O avanço da IA nos consultórios alimenta um temor legítimo entre profissionais da saúde: ser substituído por algoritmos.
  • Jeane Tsutsui, presidente do Fleury, confronta esse medo diretamente — a IA automatiza o mecânico para que o médico possa exercer o essencial.
  • Na oncologia, a medicina de precisão já transforma diagnósticos genéricos em avaliações personalizadas de tumores, acelerando decisões de tratamento.
  • O Fleury inaugura a Unidade Marco 100 com R$ 35 milhões investidos, abrigando um centro de longevidade voltado a quem quer envelhecer com qualidade a partir dos 35 anos.
  • A trajetória aponta para uma medicina que não apenas detecta doenças, mas cultiva hábitos — sono, exercício, alimentação, saúde sexual — como pilares de uma vida longa e autônoma.

Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury, abordou sem rodeios a inquietação que paira sobre muitos profissionais da saúde: o avanço da inteligência artificial representa uma ameaça? Para ela, a resposta é não. A IA assume tarefas repetitivas e processos mecânicos, devolvendo ao médico o bem mais escasso da prática clínica — o tempo dedicado ao paciente. O negócio do Fleury, reforça Tsutsui, é fazer medicina diagnóstica com precisão e qualidade, e a tecnologia serve a esse propósito como instrumento de suporte.

O exemplo mais eloquente vem da oncologia. A medicina de precisão permite avaliar um tumor específico em uma pessoa específica, gerando diagnósticos personalizados que orientam tratamentos mais eficazes com muito mais rapidez. A tecnologia não diagnostica sozinha; ela oferece ao médico uma visão mais clara do que está diante dele.

Em 2026, o Fleury concretizou essa visão com a inauguração da Unidade Marco 100 em São Paulo, um investimento de R$ 35 milhões. Além da estrutura diagnóstica, a unidade abriga o Fleury Lifecare, um centro de longevidade saudável voltado a pessoas acima de 35 anos. O escopo vai muito além de detectar doenças: exercício físico, qualidade do sono, alimentação, conexão social e saúde sexual compõem um portfólio de pilares que, segundo Tsutsui, promovem mudanças reais de hábito. A ambição é clara — não apenas viver mais, mas envelhecer com autonomia e qualidade de vida.

Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury, sentou-se para conversar sobre um tema que preocupa muitos profissionais da saúde: o avanço da inteligência artificial nos consultórios e laboratórios. Sua resposta foi direta. A IA não vem para tirar o lugar do médico. Vem para libertar o médico.

A lógica é simples, segundo Tsutsui. Quando a tecnologia assume tarefas repetitivas e análises de rotina, o médico ganha tempo. Tempo que antes era gasto em burocracia ou em processos mecânicos agora pode ser dedicado ao que realmente importa: o paciente. O negócio do Fleury, explica, é fazer medicina diagnóstica com precisão e qualidade, oferecendo um portfólio completo que sustente a decisão médica. A IA, nesse contexto, é um instrumento de suporte, não de substituição.

O exemplo mais concreto vem da oncologia. A medicina de precisão permite que testes avaliem um tumor específico em uma pessoa específica. Não é um diagnóstico genérico. É personalizado. Com essa informação em mãos, o médico consegue direcionar o tratamento mais adequado com rapidez. A tecnologia não diagnostica sozinha; ela oferece ao médico uma visão mais clara e mais rápida do que ele está tratando.

Em 2026, o Fleury inaugurou a Unidade Marco 100 em São Paulo, um investimento de R$ 35 milhões que reflete essa visão de futuro. Não é apenas um laboratório de diagnósticos. A unidade abriga também o Fleury Lifecare, um centro de longevidade saudável voltado para pessoas acima de 35 anos que querem envelhecer bem. A ideia é ir além do diagnóstico de doenças. É sobre manutenção da saúde ao longo do tempo.

No Lifecare, o foco é amplo. Exercício físico, qualidade do sono, conexão social, alimentação adequada, saúde sexual, menopausa para mulheres — tudo isso entra no portfólio. São pilares que, segundo Tsutsui, levam a mudanças reais de hábitos de vida. E mudança de hábito é o que permite que uma pessoa envelheça com autonomia, mantendo a qualidade de vida que deseja. Não é apenas viver mais. É viver melhor.

A tecnologia permite o ganho de produtividade para que o médico tenha mais tempo para se dedicar ao paciente
— Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury
Os testes na oncologia conseguem fazer uma avaliação de um tumor em uma determinada pessoa, e isso ajuda o médico a direcionar rapidamente o melhor tratamento
— Jeane Tsutsui
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Quando Tsutsui diz que a IA libera tempo do médico, ele está falando de algo que já acontece ou de uma promessa?

Model

Já acontece. Em oncologia, por exemplo, os testes de precisão já estão identificando características específicas de tumores. O médico recebe essa análise pronta e pode agir mais rápido. Antes, isso levava mais tempo.

Inventor

Mas há um risco real de que máquinas façam diagnósticos sem médico no meio do caminho?

Model

Tecnicamente, sim. Mas o Fleury está apostando em um modelo diferente. A máquina não substitui. Ela prepara o terreno para que o médico tome uma decisão melhor informada. É uma parceria, não uma substituição.

Inventor

E esse centro de longevidade saudável — é para quem não está doente?

Model

Exatamente. É preventivo. Para pessoas que querem envelhecer bem, manter autonomia. Não é tratamento de doença. É gestão de vida.

Inventor

R$ 35 milhões é muito dinheiro. O Fleury acredita que isso vai dar retorno?

Model

Acredita que sim. A população está envelhecendo. Pessoas com mais de 35 anos que querem cuidar da saúde preventivamente são um mercado em crescimento. É um aposta no futuro demográfico do Brasil.

Inventor

E a IA entra nesse centro de longevidade também?

Model

Provavelmente sim, mas de forma diferente. Não é diagnóstico. É mais sobre personalização — entender o perfil de cada pessoa e oferecer um programa de exercício, sono, alimentação que faça sentido para ela.

Quieres la nota completa? Lee el original en UOL Economia ↗
Contáctanos FAQ