Aos 259 anos, Piracicaba encontrou na inteligência artificial uma forma de devolver movimento ao que o tempo havia imobilizado. Fotografias antigas, guardadas em arquivos pessoais e na memória coletiva de seus moradores, foram transformadas em vídeos animados pela EPTV, ressuscitando um trampolim sobre o rio, corridas de carro numa avenida e uma cachoeira esquecida dentro de um campus universitário. É um gesto que transcende a nostalgia: trata-se de reconhecer que uma cidade não é apenas o que existe hoje, mas também o rastro vivo do que ela já foi.