Na Festa Literária Internacional de Paraty, o escritor Ruy Castro ergueu sua voz contra uma das seduções mais celebradas do nosso tempo: a inteligência artificial aplicada à criação e ao conhecimento. Não foi uma rejeição absoluta — ele reconhece o valor da tecnologia na medicina e na exploração espacial —, mas um alerta sobre o perigo singular de uma ferramenta que erra com convicção e ensina o mundo a confiar nela. Ao lado de Alvaro Costa e Silva, Castro também refletiu sobre identitarismo e sobre o ofício da crônica, lembrando que escrever bem é, antes de tudo, um compromisso com quem lê.