Numa era em que a inteligência artificial remodela economias inteiras, a indústria automóvel descobre que o seu maior adversário não é um concorrente direto, mas sim a sede insaciável de dados das grandes tecnológicas. A disputa por semicondutores — o sistema nervoso dos veículos modernos — coloca construtores de automóveis em desvantagem face a gigantes que pagam preços que a indústria tradicional dificilmente consegue acompanhar. O que começou como uma tensão silenciosa nas cadeias de abastecimento pode, com o tempo, traduzir-se num custo visível e concreto para quem compra um carro novo.