Por três décadas, livreiros como Stuart Manley mediaram o encontro entre leitores e livros esquecidos. Hoje, um novo tipo de comprador emerge — sem rosto, sem prateleiras, sem leitores — adquirindo volumes em escala industrial para transformá-los em dados e, depois, em polpa. A inteligência artificial, ao devorar o registro escrito da civilização para aprender a imitar sua linguagem, levanta uma questão que vai além do direito autoral: quem decide o que merece sobreviver?