Seu retorno marcou o momento em que o Fluminense passou a controlar melhor a partida
No Maracanã, o futebol voltou a respirar após o longo intervalo da Copa do Mundo. O Fluminense venceu o Bahia por 2 a 0 em um amistoso que funcionou menos como disputa e mais como ritual de reaclimatação — um reencontro de atletas com o ritmo, da torcida com seus ídolos, e de Thiago Silva com a camisa que o formou. Hulk encerrou um silêncio de 15 jogos sem gol, e o Maracanã, mesmo em jogo sem valência oficial, voltou a ser palco de histórias que importam.
- Após mais de um mês parado pela Copa do Mundo, o Fluminense precisava urgentemente reencontrar entrosamento e confiança antes de voltar ao Brasileirão.
- A estreia de Hulk sem gol na semana anterior havia deixado uma sombra sobre o reforço mais aguardado — sombra dissipada com um pênalti certeiro no canto esquerdo contra o Bahia.
- Thiago Silva entrou em campo no segundo tempo sob olhares carregados de expectativa, sua presença na zaga transformando visivelmente o comportamento do time e da torcida.
- O Bahia também buscava ritmo, trocando toda a equipe titular no intervalo e estreando dois reforços, mas saiu do Maracanã sem conseguir criar espaços reais para ameaçar.
- Com o 2 a 0 construído no segundo tempo, o Fluminense chega ao duelo contra o RB Bragantino na sexta-feira com moral renovada e peças importantes em fase de ajuste.
O Maracanã recebeu um amistoso que servia de termômetro: Fluminense e Bahia voltavam aos gramados depois de mais de um mês parados pela Copa do Mundo, e o resultado — 2 a 0 para o time carioca — importava menos do que o ritmo recuperado e as novidades apresentadas.
O grande destaque foi o retorno de Thiago Silva. Anunciado como reforço em 22 de junho, o capitão tricolor entrou no segundo tempo aos 24 minutos, substituindo Renê. Sua presença na zaga ao lado de Freytes gerou expectativa visível nas arquibancadas, e foi justamente após sua entrada que o Fluminense passou a controlar melhor a partida.
Hulk viveu um momento de alívio. O atacante havia estreado na semana anterior em goleada contra o Nova Iguaçu sem marcar, carregando um jejum de 15 jogos sem gol — o último havia sido em fevereiro, pelo Atlético-MG. Contra o Bahia, aos 17 minutos do segundo tempo, converteu um pênalti no canto esquerdo e encerrou a seca. Nos 45 minutos em que esteve em campo, ainda participou da construção do segundo gol.
O primeiro tempo havia sido morno, com o Fluminense dominando a posse sem conseguir furar a marcação do Bahia. As melhores chances foram desperdiçadas, e um gol de Erick foi anulado por toque de mão. No segundo tempo, tudo mudou: após o gol de Hulk, o time carioca controlou as ações com tranquilidade até Cano fechar o placar aos 39 minutos, recebendo cruzamento de Samuel Xavier e soltando uma bomba para estufar as redes.
Com 16.214 torcedores no estádio, o amistoso cumpriu seu papel. O Fluminense, terceiro colocado no Brasileirão, recebe o RB Bragantino na sexta-feira; o Bahia visita o Atlético-MG na terça seguinte, ambos em busca do ritmo que um mês parado inevitavelmente rouba.
O Maracanã recebeu um amistoso que servia mais como termômetro do que como competição de verdade. Fluminense e Bahia voltavam aos gramados depois de mais de um mês parado pela Copa do Mundo, e o resultado — 2 a 0 para o time carioca — importava menos que o ritmo recuperado e as novidades apresentadas em campo.
O grande destaque da tarde foi o retorno de Thiago Silva. O capitão tricolor, anunciado como reforço no dia 22 de junho, entrou no segundo tempo aos 24 minutos, substituindo Renê. Sua presença na zaga ao lado de Freytes gerou expectativa visível na torcida, que reconhecia o peso daquele nome voltando para casa. O "Monstro", como é conhecido, começou no banco — uma escolha tática de Luis Zubeldía — mas sua entrada marcou o momento em que o Fluminense passou a controlar melhor a partida.
Hulk, por sua vez, viveu um momento de alívio. O atacante havia chegado ao clube como reforço na janela de transferências e estreado na quarta anterior em goleada de 6 a 1 contra o Nova Iguaçu. Naquele primeiro jogo, porém, não havia marcado. Contra o Bahia, aos 17 minutos do segundo tempo, converteu um pênalti rasteiro no canto esquerdo — seu primeiro gol com a camisa tricolor. O gol encerrava um jejum de 15 partidas sem balançar as redes, sendo o último gol marcado em fevereiro quando ainda defendia o Atlético-MG pelo Campeonato Mineiro. Hulk havia começado no banco, mas retornou do intervalo já em campo entre as nove mudanças que Zubeldía promoveu. Nos 45 minutos em que esteve em campo, elevou a qualidade ofensiva do time e ainda participou da construção do segundo gol.
O primeiro tempo havia sido morno. O Fluminense dominou a posse de bola mas encontrou dificuldades para furar a marcação do Bahia, que apostava nos contra-ataques pela direita com Ademir. As chances foram raras: Rodrigo Nestor mandou por cima no primeiro minuto, Lucho Acosta teve um chute travado aos 20, e John Kennedy saiu cara a cara com o goleiro Ronaldo aos 39 mas não conseguiu finalizar. O Bahia quase marcou nos minutos finais quando Erick balançou a rede, mas o gol foi anulado por toque de mão de Acevedo na origem da jogada.
No segundo tempo, o Fluminense tomou conta. Após o gol de Hulk, o time carioca controlou as ações com tranquilidade enquanto o Bahia encontrava dificuldades para criar espaços. Aos 24 minutos, Riquelme Felipe quase marcou um golaço do meio de campo, mas o goleiro estreante Herrera — ex-Talleres da Argentina — fez grande defesa. Aos 39, Cano fechou a conta ao receber cruzamento de Samuel Xavier na marca do pênalti e soltar uma bomba para estufar as redes.
O Bahia, que ocupava a sexta posição na tabela, havia trazido novidades também. Além de Herrera no gol, o atacante Alejo Véliz, ex-Tottenham, fez sua estreia. O técnico Rogério Ceni trocou toda a equipe titular no intervalo em busca de ritmo. Com 16.214 pessoas no estádio e renda de 345 mil reais, o amistoso cumpriu seu papel: preparar os times para o que vinha pela frente. O Fluminense, terceiro colocado no Brasileirão, receberia o RB Bragantino na sexta-feira às 20h. O Bahia visitaria o Atlético-MG na terça-feira seguinte às 19h30 na Arena MRV.
Citas Notables
O Fluminense, terceiro colocado no Brasileirão, receberia o RB Bragantino na sexta-feira. O Bahia visitaria o Atlético-MG na terça-feira seguinte.— Calendário dos próximos compromissos
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que um amistoso no Maracanã com 16 mil pessoas? Não era só para treinar?
Era treino, mas público. Depois de mais de um mês parado pela Copa, os dois times precisavam recuperar ritmo de verdade, com pressão de torcida, árbitro, resultado. Não é a mesma coisa que treino fechado.
E Thiago Silva entrando no segundo tempo — isso era planejado ou ele ainda não estava pronto?
Parece que era planejado. Ele foi anunciado há pouco mais de duas semanas, então faz sentido começar no banco e ganhar minutos. Sua entrada mudou o jeito que o Fluminense jogava.
Hulk marcou de pênalti. Isso resolve o problema dele ou é só um gol?
É um gol importante psicologicamente. Ele estava há 15 jogos sem marcar — desde fevereiro. Pênalti é pênalti, mas quebra o gelo. Agora ele entra no próximo jogo com confiança diferente.
O primeiro tempo foi chato mesmo?
Muito. O Fluminense tinha a bola mas não conseguia criar. O Bahia se defendia e tentava contra-atacar. Só no segundo tempo, com as mudanças, o jogo ganhou forma.
Herrera, o goleiro novo do Bahia, fez boas defesas?
Fez. Teve uma defesa importante de Riquelme Felipe que poderia ter sido um golaço. Estreia positiva para ele, mesmo com a derrota.
Qual é o próximo passo para os dois times?
Fluminense joga sexta contra o Bragantino em casa. Bahia visita o Atlético-MG na terça. Agora é competição de verdade, não mais amistoso.