No Brasil, quase 1 milhão de pessoas carregam silenciosamente o vírus HTLV — muitas sem jamais saber. Por décadas, a invisibilidade epidemiológica e a ausência de tratamento aprovado permitiram que o vírus atravessasse gerações, manifestando-se, em alguns casos, como doenças neurológicas devastadoras ou cânceres raros. Agora, um estudo conduzido em Salvador com o antirretroviral dolutegravir oferece um primeiro lampejo de esperança terapêutica, colocando em questão por que uma infecção de tamanha magnitude permaneceu por tanto tempo à margem das políticas públicas de saúde.
HTLV: quase 1 milhão de brasileiros vivem com vírus invisível há décadas
Pessoas com HTLV-1 podem desenvolver mielopatia (HAM/TSP) causando perda progressiva de força nas pernas e necessidade de cadeira de rodas, ou leucemia/linfoma de células T, ambas potencialmente fatais.
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