Hospital Veredas nega venda de vacinas contra Covid-19 em Maceió

Seu nome sendo usado de forma criminosa para vender o que não existe
O Hospital Veredas desmentiu a mensagem falsa que circulava no WhatsApp oferecendo vacinação particular.

Mensagem fake oferecia 110 vagas diárias de vacinação particular com preços de R$ 225 a R$ 295 por dose. Venda de vacinas contra Covid-19 não é autorizada no Brasil e só será liberada após atendimento do SUS.

  • Mensagem falsa oferecia 110 vagas diárias de vacinação particular
  • Preços anunciados: R$ 225 (Coronavac) e R$ 295 (Pfizer)
  • Venda de vacinas contra Covid-19 não é autorizada no Brasil
  • Hospital acionou autoridades estaduais e federais para investigação

Circula mensagem falsa no WhatsApp alegando que Hospital Veredas em Maceió vende doses de Covid-19. Hospital desmentiu e afirma que a divulgação é criminosa.

Uma mensagem que circula pelo WhatsApp promete vacinação particular contra a Covid-19 no Hospital Veredas, em Maceió, oferecendo 110 vagas diárias a preços que variam entre R$ 225 e R$ 295 por dose. O anúncio é falso. O hospital negou categoricamente qualquer envolvimento com a oferta e afirma que sua reputação está sendo usada de forma criminosa.

A mensagem, que tem origem desconhecida, apresenta-se como comunicado oficial da instituição privada. Segundo o texto, a Coronavac custaria R$ 225, enquanto a Pfizer sairia por R$ 295. Os números e a formatação dão ao aviso uma aparência de legitimidade, o que explica por que a mensagem se espalhou rapidamente entre grupos de WhatsApp em Alagoas.

O Hospital Veredas respondeu com uma nota assinada por Marcos Pedrosa, chefe de gabinete da direção. A instituição alertou que seus canais oficiais de comunicação são públicos e conhecidos, e que qualquer informação legítima vem apenas por esses meios. O hospital pediu à população que desconfie de mensagens com "propósitos inconfessáveis" e que sempre verifique a origem do que recebe.

A situação ganha contexto importante em um cenário regulatório específico: a venda de vacinas contra o novo coronavírus não é autorizada no Brasil. Segundo as regras em vigor, a comercialização só será permitida após o Sistema Único de Saúde atender sua demanda. A Associação Brasileira das Clínicas de Vacina reforçou que nenhuma marca de imunizante está sendo comercializada por clínicas privadas no país neste momento.

O hospital já acionou as autoridades de Segurança Pública em nível estadual e federal para investigar quem criou e distribuiu a mensagem falsa. Essa ação reflete a seriedade com que a instituição trata o incidente.

O contexto político também é relevante. Uma semana antes dessa fake news circular, o Supremo Tribunal Federal decidiu que Estados e Municípios podem comprar e fornecer vacinas contra a Covid-19 à população. No dia seguinte, o governador de Alagoas, Renan Filho, declarou que se houvesse imunizantes à venda, o governo compraria com recursos próprios, informando que já havia orçamento reservado para isso. Essa abertura legal pode ter alimentado especulações sobre a possibilidade de compra privada de doses.

A desinformação sobre vacinas é um problema que a imprensa local monitora constantemente. A editoria Alagoas Sem Fake verifica diariamente mensagens e conteúdos compartilhados em redes sociais, especialmente aqueles relacionados à pandemia. O público pode enviar suspeitas de fake news por WhatsApp para checagem. Esse caso ilustra como boatos podem se propagar rapidamente e prejudicar a reputação de instituições de saúde em momentos de incerteza sobre a vacinação.

Alertamos que os nossos canais de informação são de conhecimento público e somente por meio deles nos comunicamos
— Marcos Pedrosa, chefe de gabinete da direção do Hospital Veredas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que alguém criaria uma mensagem falsa usando o nome de um hospital específico?

Model

Porque funciona. Um hospital privado conhecido tem credibilidade. Se você recebe uma mensagem que parece vir de uma instituição respeitável, é mais provável que acredite e compartilhe.

Inventor

Mas qual seria o ganho? Não há vacinas à venda.

Model

Exatamente. Pode ser apenas caos, ou pode ser alguém testando como desinformação se espalha. Também pode ser uma tentativa de prejudicar a reputação do hospital ou criar pânico.

Inventor

O hospital agiu rápido ao desmentir?

Model

Sim. Publicou uma nota clara e acionou a polícia. Mas a velocidade com que fake news se espalha no WhatsApp é muito maior que a velocidade de desmentidos.

Inventor

E as pessoas que receberam a mensagem? Quantas acreditaram?

Model

Não há números, mas o fato de ter circulado "amplamente" em grupos sugere que muita gente viu. Alguns podem ter acreditado, outros compartilharam por desconfiança, outros por curiosidade.

Inventor

Isso muda algo sobre como as pessoas veem a vacinação?

Model

Pode. Cria confusão sobre o que é real e o que não é. Num momento em que as pessoas já têm dúvidas sobre vacinas, uma mensagem assim alimenta desconfiança geral.

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