Hospital de Oriximiná realiza terceira etapa de projeto de ampliação de acesso à saúde

Gostei muito do atendimento. Fui encaminhada para um especialista
Maria Delza da Silva, moradora de Óbidos, após participar da ação comunitária do hospital.

Em uma região onde a distância entre as pessoas e os serviços de saúde ainda é uma realidade cotidiana, o Hospital Regional de Oriximiná Menino Jesus realizou a terceira etapa do projeto 'Saúde ao Alcance de Todos', levando triagens, consultas e educação em saúde a mais de cem pessoas num único sábado. A iniciativa não é apenas logística — é um reconhecimento de que o cuidado precisa ir ao encontro de quem mais precisa, e não o contrário. Em um país onde o SUS é a única porta de entrada para milhões, aproximar o hospital da comunidade é um gesto tanto político quanto humano.

  • Mais de cem pessoas foram atendidas em um único dia, revelando uma demanda reprimida por serviços básicos de saúde na região de Oriximiná.
  • Moradores de municípios vizinhos, como Óbidos, viajaram para participar da ação — sinal de que o acesso regular a especialistas ainda é escasso no interior do Pará.
  • As demandas mais frequentes incluíram pedidos de endoscopia, tomografia e exames laboratoriais, expondo lacunas estruturais no atendimento cotidiano da população.
  • Uma palestra sobre diabetes, conduzida por nutricionista durante o mês de conscientização da doença, respondeu dúvidas de muitos participantes e reforçou o caráter educativo da ação.
  • O projeto segue em etapas e a adesão crescente da comunidade indica que a iniciativa está preenchendo um vazio real no sistema local de saúde.

No último sábado, o Hospital Regional de Oriximiná Menino Jesus abriu espaço para a terceira etapa do projeto 'Saúde ao Alcance de Todos', oferecendo triagem básica, aferição de pressão, teste de glicemia e consultas médicas a mais de cem pessoas. A proposta é simples na forma, mas significativa no alcance: levar o cuidado até quem tem dificuldade de chegar até ele.

Entre os presentes estava Maria Delza da Silva, que veio de Óbidos com a filha e a neta. Ela carregava dores no pé e na coluna há algum tempo e, após ser atendida, foi encaminhada a um especialista — um caminho que, para muitos na região, não é nada trivial. O médico Arciro Wai Wai destacou que as demandas mais recorrentes foram por exames de imagem e laboratoriais, e que o objetivo central era justamente inverter a lógica: em vez de esperar que o paciente chegue ao hospital, o hospital vai até o paciente.

A programação incluiu também uma palestra da nutricionista Glenda Printes sobre diabetes, aproveitando o mês de conscientização da doença no Brasil. Ela abordou riscos, impactos na saúde e o papel da alimentação na prevenção e no controle — e as dúvidas do público foram muitas.

O Hospital Regional de Oriximiná não é uma estrutura pequena: conta com leitos de enfermaria, acolhimento e UTI, além de equipe multiprofissional que inclui fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais. Referência regional em média e alta complexidade, atende exclusivamente pelo SUS. As ações comunitárias como esta representam um esforço concreto de reduzir as barreiras que ainda separam parte da população amazônica do cuidado que lhe é devido.

No sábado passado, o Hospital Regional de Oriximiná Menino Jesus abriu suas portas para a terceira rodada de um projeto que vem tentando levar cuidados médicos para mais perto das pessoas. Chamado "Saúde ao Alcance de Todos", a iniciativa ofereceu naquele dia o que muita gente na região não consegue acessar com facilidade: triagem básica, medição de pressão, teste de glicemia, verificação de frequência cardíaca e consultas com médicos. Mais de cem pessoas passaram por atendimento.

Maria Delza da Silva veio de Óbidos com a filha e a neta. Ela tinha dores no pé e na coluna que a incomodavam há tempo. Depois de ser consultada, foi encaminhada para um especialista — algo que, para muita gente naquela região, não é tão simples de conseguir. Ela saiu satisfeita com o atendimento recebido.

O médico Arciro Wai Wai, que participou da ação, explicou que as demandas mais comuns foram pedidos de endoscopia, tomografia de crânio e coluna lombar, além de exames de laboratório. O objetivo, segundo ele, era simples: aproximar os serviços de saúde das pessoas, em vez de esperar que elas se desdobrem para chegar até o hospital.

Além dos atendimentos clínicos, a nutricionista Glenda Printes conduziu uma palestra sobre diabetes. Junho é o mês de conscientização sobre a doença no Brasil, e ela aproveitou para falar sobre uma condição crônica que afeta milhares de brasileiros. Durante a apresentação, explicou os riscos, os impactos na saúde e como uma alimentação adequada pode ajudar na prevenção e no controle. Muitos participantes tinham dúvidas sobre o assunto, e a palestra respondeu a várias delas.

O Hospital Regional de Oriximiná Menino Jesus não é uma unidade pequena. Funciona como referência regional em média e alta complexidade, com 26 leitos de enfermaria, 16 de acolhimento e uma Unidade de Terapia Intensiva. A instituição é conhecida especialmente por seu trabalho em ortopedia e traumatologia. Atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde e conta com uma equipe que vai além dos médicos: enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

Essas ações comunitárias, como a que aconteceu no sábado, representam uma tentativa de o hospital se aproximar da população que deveria servir. Em uma região onde o acesso à saúde ainda é um desafio, levar atendimento para mais perto das pessoas é uma forma de reduzir barreiras. O projeto segue em suas etapas, e a resposta da comunidade sugere que há demanda real por esse tipo de iniciativa.

Eu vim com minha filha e minha neta para me consultar por causa de dores no pé e na coluna. Gostei muito do atendimento. Já passei pela consulta médica e fui encaminhada para um especialista.
— Maria Delza da Silva, moradora de Óbidos
A ação teve como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços de saúde, levando atendimento aos pacientes de Oriximiná e dos municípios vizinhos.
— Dr. Arciro Wai Wai, médico do Hospital Regional
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que um hospital precisa sair de suas paredes para oferecer atendimento? Não é isso que deveria estar acontecendo naturalmente?

Model

Deveria, mas não está. Oriximiná e os municípios vizinhos têm dificuldades reais de acesso. As pessoas trabalham longe, não têm transporte fácil, não sabem exatamente quais serviços o hospital oferece. Quando o hospital vai até elas, com triagem e consultas no mesmo lugar, remove obstáculos.

Inventor

E a palestra sobre diabetes — por que isso importa tanto em uma ação como essa?

Model

Porque diabetes é silenciosa. As pessoas não sabem que têm, ou têm e não sabem como cuidar. Uma palestra educativa, no mesmo dia em que você recebe atendimento, muda comportamentos. Você sai com informação e com um encaminhamento médico.

Inventor

Maria Delza foi encaminhada para um especialista. Isso é comum?

Model

Não é tão simples quanto parece. Ela recebeu uma consulta, foi avaliada, e o médico identificou que ela precisava de um especialista. Isso é triagem funcionando bem. Muita gente nunca chega a esse ponto porque nunca consegue uma consulta inicial.

Inventor

O hospital tem 26 leitos. Isso é muito ou pouco para uma região?

Model

Para uma região como aquela, é uma estrutura respeitável. Mas a capacidade de leitos não resolve o problema de acesso inicial. Por isso essas ações comunitárias importam — elas identificam quem precisa de internação, quem precisa de exames, quem precisa de especialista.

Inventor

Qual é o próximo passo depois de uma ação como essa?

Model

Os dados coletados — quantas pessoas procuraram por endoscopia, quantas por tomografia — informam o planejamento do hospital. E as pessoas que foram encaminhadas para especialistas agora estão na fila. A ação não termina no sábado; ela começa ali.

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