O que a pandemia normalizou, o tempo foi desfazendo: o trabalho integralmente remoto, que chegou a parecer uma nova ordem permanente, tornou-se hoje uma exceção marginal no mercado brasileiro. Uma pesquisa da Robert Half revela que apenas 3% das vagas permitem home office total, enquanto a maioria das empresas migrou para modelos híbridos ou presenciais de três a cinco dias semanais. O movimento não é capricho gerencial, mas reflexo de uma renegociação mais profunda entre flexibilidade, produtividade e a natureza irredutível de certas atividades humanas.