Haaland entrou na história com dois gols em sua estreia
Após 28 anos de ausência, a Noruega reencontrou a Copa do Mundo com a força de um herdeiro que carrega o peso e a glória de uma geração inteira: Erling Haaland, filho de quem já vestiu a mesma camisa em 1994, marcou dois gols na estreia e conduziu os noruegueses a uma goleada de 4 a 1 sobre o Iraque, em Boston. O Iraque, que também retornava ao torneio depois de 40 anos, resistiu por um momento antes de sucumbir à superioridade escandinava. No futebol, como na história, certas ausências tornam o retorno ainda mais eloquente.
- Haaland chegou à sua primeira Copa do Mundo carregando a expectativa de uma nação ausente por quase três décadas — e respondeu com dois gols ainda no primeiro tempo.
- O Iraque recusou o papel de coadjuvante e empatou aos 38 minutos, criando tensão real antes de a Noruega retomar o controle quatro minutos depois.
- No segundo tempo, a Noruega sufocou qualquer esperança iraquiana com superioridade nas jogadas aéreas, ampliando para 3 a 1 com Ostigård e fechando em 4 a 1 com um gol contra.
- Com a vitória, a Noruega lidera o Grupo I e Haaland já se posiciona como principal candidato à artilharia do torneio, repetindo o feito do pai que jogou o Mundial de 1994 pela mesma seleção.
- O Iraque, lanterna do grupo, terá pela frente a França na próxima rodada — um desafio ainda mais íngreme após a derrota na estreia.
No Gillette Stadium, em Boston, a Noruega encerrou 28 anos de ausência na Copa do Mundo da forma que seus torcedores sonhavam: com Erling Haaland em campo e no placar. O atacante de 25 anos marcou duas vezes e liderou uma goleada de 4 a 1 sobre o Iraque, que também vivia seu próprio reencontro com o torneio — o primeiro em 40 anos.
O jogo começou truncado, com erros dos dois lados, mas Haaland abriu o placar aos 28 minutos em uma jogada coletiva pela esquerda, aparecendo de carrinho na segunda trave para empurrar a bola para as redes. O Iraque respondeu com qualidade: Ali Jasim acionou Amir Al-Ammari pela esquerda, e o cruzamento encontrou Aymen Hussein livre para cabecear o empate aos 38 minutos. A igualdade durou apenas quatro minutos — Haaland aproveitou um recuo errado da defesa adversária, dividiu com o goleiro e voltou a marcar, levando a Noruega ao intervalo em vantagem.
No segundo tempo, a Noruega administrou com eficiência. Odegaard cobrou escanteio e Ostigård cabeceou livre para fazer 3 a 1. Nos acréscimos, Haaland escorou um cruzamento, Thorstvedt dividiu na pequena área, e Aymen Hussein acabou desviando contra o próprio patrimônio, fechando o placar em 4 a 1.
Haaland, que terminou as Eliminatórias Europeias como artilheiro com 16 gols, agora escreve seu próprio capítulo na história da seleção norueguesa — assim como seu pai, Alf Haaland, fez na Copa de 1994. A Noruega lidera o Grupo I e enfrenta Senegal em 22 de junho. O Iraque, na lanterna, busca reação contra a França.
Erling Haaland entrou na história da Copa do Mundo com dois gols em sua estreia, levando a Noruega a uma goleada de 4 a 1 sobre o Iraque no Gillette Stadium, em Boston, nesta terça-feira à noite. Foi o retorno dos noruegueses ao torneio após 28 anos longe da competição — uma ausência que tornou o desempenho ainda mais significativo para uma seleção que chegava como candidata a surpreender.
O jogo começou nervoso, com ambas as equipes cometendo erros de passe nos minutos iniciais. O Iraque, que também retornava ao Mundial depois de 40 anos, não se intimidou com a qualidade do adversário. Mas Haaland, aos 28 minutos, abriu o placar após uma jogada pela esquerda: Nusa cruzou para Wolfe, que devolveu para a segunda trave, e o camisa 9 apareceu de carrinho para empurrar a bola para o fundo das redes. Minutos antes, o atacante já havia desperdiçado uma chance de cabeça, sinalizando que seria o protagonista da noite.
O Iraque respondeu rapidamente. Aos 38 minutos, Ali Jasim avançou pela esquerda, acionou Amir Al-Ammari na linha de fundo, e o cruzamento encontrou Aymen Hussein livre entre os zagueiros para cabecear no canto direito. O empate durou pouco. Aos 42, Haaland aproveitou um recuo errado da defesa iraquiana, dividiu com o goleiro e mandou a bola para o fundo das redes novamente. A Noruega chegou ao intervalo em vantagem de 2 a 1, apesar de o Iraque ter criado chances perigosas nos minutos finais do primeiro tempo.
O segundo tempo foi mais controlado pelos noruegueses, embora o ritmo tenha caído significativamente. O Iraque fez mudanças e pressionou em busca da igualdade, mas a Noruega aproveitou sua superioridade nas jogadas aéreas para ampliar o placar. Aos 31 minutos, Odegaard cobrou escanteio pela direita e Leo Ostigård apareceu livre na primeira trave para cabecear sem marcação. Aos 50 minutos, em mais uma jogada aérea, Haaland escorou um cruzamento, Thorstvedt dividiu na pequena área, e Aymen Hussein acabou desviando contra o próprio patrimônio, decretando o placar final de 4 a 1.
Com a vitória, a Noruega ocupa a liderança do Grupo I. Haaland, aos 25 anos, confirmou seu status de candidato a artilheiro do torneio — ele já havia terminado como artilheiro das Eliminatórias Europeias com 16 gols. Há mais de 30 anos, seu pai, Alf Haaland, disputou a Copa de 1994 pela mesma seleção. Agora, o filho também faz parte da história da Noruega em Mundiais. O Iraque, por sua vez, aparece na lanterna do grupo. Na próxima rodada, em 22 de junho, a Noruega enfrenta Senegal, enquanto o Iraque tenta se recuperar contra a França.
Citas Notables
Haaland já havia terminado como artilheiro das Eliminatórias Europeias com 16 gols— Contexto da performance do atacante
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como você explica uma performance tão dominante logo na estreia, especialmente considerando que a Noruega estava fora da Copa há 28 anos?
Havia uma fome acumulada. Quando você fica tanto tempo fora, a preparação é diferente — mais focada, mais intensa. E ter Haaland em forma é tudo. Ele não apenas marcou, ele criou espaço, pressionou a defesa. O Iraque tentou acompanhar, mas a qualidade técnica norueguesa era superior.
O Iraque não foi passivo, certo? Eles marcaram um gol e tiveram chances reais.
Exatamente. Aymen Hussein apareceu livre no primeiro tempo, Zaid Tahseen criou problemas pela ponta. O Iraque voltava depois de 40 anos — podia ter desabado psicologicamente. Não desabou. Mas a Noruega respondeu rápido demais, e no segundo tempo a diferença técnica ficou clara.
Haaland marcou duas vezes em uma estreia em Copas. Qual é o significado disso para ele pessoalmente?
É histórico. Ele é o maior artilheiro da história da Noruega, e agora entra em um Mundial como candidato real a artilheiro do torneio. Seu pai jogou uma Copa em 1994. Agora o filho está escrevendo sua própria história. Aos 25 anos, ele tem tempo e talento para fazer algo memorável.
Os gols dele foram diferentes um do outro?
O primeiro foi de carrinho, oportunismo puro — o que você espera de um atacante de classe mundial. O segundo foi mais sobre leitura de jogo, aproveitar um erro defensivo. Mostra versatilidade. Mas o que realmente importa é que ele estava sempre no lugar certo.
E agora? Senegal é um adversário completamente diferente.
Senegal é mais organizado, mais experiente em Copas. A Noruega terá que manter essa intensidade, mas sem contar tanto em erros defensivos. Será um teste real.