Há 14.400 anos, na escuridão de uma caverna italiana, caçadores-coletores não carregavam troncos pesados — carregavam galhos finos de pinheiro, leves e eficientes, suficientes para iluminar horas de caminhada subterrânea. A análise de fragmentos de carvão na caverna de Bàsura, na Ligúria, revela que o que chamamos de 'primitivo' era, na verdade, uma solução engenhosa nascida de observação e planejamento cuidadoso. Essa descoberta nos convida a rever a distância que imaginamos existir entre nós e nossos ancestrais.