Em um momento em que a inflação pressiona o cotidiano dos brasileiros, o ministro da Fazenda Dario Durigan deslocou o olhar do debate interno para o horizonte global: é a guerra no Oriente Médio, e não a política fiscal do governo, que ele aponta como raiz do encarecimento dos combustíveis e dos fertilizantes que chegam à mesa do produtor rural. Enquanto o Banco Central mantém a Selic em 14% na tentativa de conter os preços, Durigan insiste que o verdadeiro fardo sobre as pessoas não é o déficit público, mas o custo do dinheiro — e que esse é o combate que o governo pretende travar nos próximo