Em cinco meses de guerra contra o Irã, os Estados Unidos consumiram quase a totalidade de suas reservas globais de mísseis de longo alcance — uma realidade que expõe, com rara clareza, os limites materiais do poder militar mais sofisticado do mundo. O que começou em fevereiro de 2026 como uma campanha de duração prevista breve tornou-se um teste de resistência para arsenais que custam milhões por unidade e levam anos para ser recompostos. A vulnerabilidade revelada não é apenas logística: é um lembrete de que a capacidade de projetar força tem fronteiras, e que ultrapassá-las cobra um preço qu