Grupo hacker diz ter roubado dados de medicamentos da Novo Nordisk

Dados pessoais de 11.500 pacientes em testes clínicos e milhares de funcionários foram comprometidos no ataque cibernético.
Permaneceram infiltrados por dois meses, copiando tudo
O FulcrumSec invadiu a Novo Nordisk em março e só saiu após acessar mais de 700 mil arquivos.

No cruzamento entre a medicina moderna e a vulnerabilidade digital, a Novo Nordisk — fabricante do Ozempic — viu seus sistemas serem silenciosamente percorridos por meses antes de qualquer alarme soar. O grupo FulcrumSec, surgido apenas em outubro de 2025, reivindica ter extraído centenas de milhares de arquivos sensíveis, incluindo dados de pacientes em ensaios clínicos e segredos industriais da farmacêutica. O episódio não é apenas um crime corporativo: é um lembrete de que as fronteiras entre saúde, ciência e poder econômico tornaram-se territórios disputados também no invisível mundo das redes.

  • Um grupo hacker permaneceu infiltrado nos servidores da Novo Nordisk por dois meses inteiros, copiando mais de 700 mil arquivos sem ser detectado.
  • Os dados roubados incluem informações pessoais de 11.500 pacientes em testes clínicos, dados de funcionários, código-fonte e documentação completa de medicamentos em desenvolvimento.
  • O FulcrumSec exigiu US$ 25 milhões pelo silêncio; diante da recusa da empresa, ameaçou vender o material a terceiros no mercado clandestino.
  • A Novo Nordisk confirmou o incidente de forma contida, afirmando que mantém operações normais e está em contato com autoridades — sem revelar o real alcance da invasão.
  • O grupo declarou que não divulgará dados pessoais de pacientes e funcionários, mas deixou aberta a possibilidade de comercializar outros arquivos estratégicos da empresa.

A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, confirmou que seus sistemas sofreram um ataque cibernético. Logo depois, o grupo FulcrumSec reivindicou a invasão, afirmando ter permanecido dentro das redes da empresa por dois meses inteiros após invadir os servidores em março — copiando arquivos sem ser detectado. Segundo o grupo, foram acessados mais de 700 mil arquivos. A empresa reconheceu o incidente, mas descreveu-o de forma mais restrita, mencionando acesso não autorizado a um número limitado de sistemas e a dados de alguns participantes de testes clínicos.

Os números divergem entre as versões. O FulcrumSec alega ter obtido informações de 11.500 pacientes em ensaios clínicos e de milhares de funcionários, além de código-fonte, modelos de inteligência artificial, detalhes sobre instalações e documentação completa de medicamentos já lançados e em desenvolvimento. O ataque começou como extorsão: o grupo pediu US$ 25 milhões para não divulgar os dados. A Novo Nordisk não pagou, e o FulcrumSec anunciou que consideraria vender parte do material a terceiros.

Em comunicado posterior, o grupo afirmou que não pretende compartilhar dados pessoais de pacientes e funcionários — mas a declaração deixa em aberto a possibilidade de vender arquivos estratégicos como código-fonte e resultados de testes clínicos. A Novo Nordisk disse estar ciente das alegações, mantém suas operações e trabalha com as autoridades, sem detalhar o real impacto da invasão. O caso expõe um padrão crescente: hackers sofisticados que não apenas invadem grandes corporações, mas habitam seus sistemas por meses, mapeando e extraindo dados antes de tentar monetizar o roubo.

A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, confirmou na última quinta-feira que seus sistemas sofreram um ataque cibernético. Dias depois, um grupo chamado FulcrumSec reivindicou a invasão e afirmou ter roubado dados sensíveis da empresa — incluindo informações de milhares de pacientes e funcionários.

O FulcrumSec, criado em outubro de 2025, disse que invadiu os servidores da Novo Nordisk em março e permaneceu dentro das redes da empresa por dois meses inteiros, copiando arquivos sem serem detectados. Segundo o grupo, conseguiu acessar mais de 700 mil arquivos antes de sair. A empresa farmacêutica reconheceu o incidente, mas descreveu-o de forma mais contida — afirmando que houve acesso não autorizado a um número limitado de sistemas internos e a dados pessoais de alguns participantes de testes clínicos.

Os números divergem. O FulcrumSec alegou ter copiado informações de 11.500 pacientes envolvidos em ensaios clínicos da Novo Nordisk, além de dados de milhares de funcionários. O grupo também disse ter acesso a detalhes sobre as instalações de processamento da empresa, modelos de inteligência artificial que ela utiliza, código-fonte do software, informações sobre medicamentos já lançados e outros ainda em desenvolvimento, e documentação completa dos testes clínicos.

O ataque começou como uma tentativa de extorsão. O FulcrumSec pediu 25 milhões de dólares à Novo Nordisk para devolver os dados e não divulgá-los publicamente. A empresa não pagou. Diante do fracasso da negociação, o grupo anunciou que consideraria vender parte do material roubado a terceiros — uma ameaça comum em casos de ransomware e roubo de dados.

Em um comunicado posterior, porém, o FulcrumSec afirmou que não pretende compartilhar os dados pessoais de pacientes e funcionários nem informações sobre como os sistemas da empresa funcionam. A declaração deixa em aberto a possibilidade de vender outros arquivos — como código-fonte, documentação de medicamentos e resultados de testes clínicos — sem violar essa promessa.

A Novo Nordisk respondeu aos relatos dizendo que está ciente das alegações e que levou o assunto a sério. A empresa mantém suas principais plataformas operacionais e está em contato com as autoridades competentes. Não forneceu detalhes sobre o escopo real da invasão, quantos dados foram efetivamente copiados ou qual foi o impacto nos seus negócios.

O caso ilustra um padrão crescente: grupos de hackers sofisticados não apenas invadem empresas grandes, mas permanecem dentro delas por semanas ou meses, mapeando sistemas, copiando volumes massivos de dados e depois tentando monetizar o roubo. A Novo Nordisk, como muitas corporações de tecnologia e farmacêutica, agora enfrenta a possibilidade de que informações confidenciais sobre seus medicamentos e seus pacientes circulem em mercados clandestinos.

Levamos este assunto a sério e mantemos a operação contínua de nossas principais plataformas. Estamos em contato com as autoridades competentes
— Novo Nordisk
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Inventor

Por que um grupo de hackers esperaria dois meses dentro dos sistemas antes de pedir resgate? Não é mais arriscado?

Model

Quanto mais tempo dentro, mais dados conseguem copiar. Dois meses é tempo suficiente para mapear tudo — código, documentos, estrutura. Quando pedem resgate, têm muito mais para ameaçar vender.

Inventor

A Novo Nordisk disse que o acesso foi a um número limitado de sistemas. O FulcrumSec fala de 700 mil arquivos. Como essas versões podem ser tão diferentes?

Model

Porque a empresa ainda está investigando. Ela pode estar sendo conservadora no que divulga publicamente enquanto descobre a extensão real do dano. O grupo de hackers tem incentivo para exagerar.

Inventor

Se o FulcrumSec promete não vender dados de pacientes, por que isso importa?

Model

Porque a promessa é voluntária e não vinculante. Amanhã o grupo pode mudar de ideia. E mesmo que mantenha a palavra, ainda pode vender código-fonte, fórmulas de medicamentos, resultados de testes — coisas que valem muito dinheiro.

Inventor

Qual é o risco real para os pacientes cujos dados foram copiados?

Model

Roubo de identidade, fraude médica, vazamento de históricos de saúde. Mas o maior risco é que informações sobre medicamentos em desenvolvimento caiam em mãos de concorrentes ou de atores mal-intencionados.

Inventor

A empresa está operando normalmente. Isso significa que o ataque não foi tão grave?

Model

Não necessariamente. Significa que os hackers não criptografaram os sistemas — não foi um ataque de ransomware clássico. Eles apenas copiaram e saíram. A operação continua, mas a privacidade foi comprometida.

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