Asteroide de até 1.650 metros passará perto da Terra no sábado

Apenas 6,66 vezes a distância Terra-Lua, mas zero risco
O asteroide passará a 2,5 milhões de quilômetros, uma proximidade rara que permite observação sem perigo.

Uma vez a cada poucos anos, o cosmos oferece à humanidade um lembrete silencioso de sua escala: no sábado, o asteroide 1997 NC1 — uma rocha espacial do tamanho de uma montanha, descoberta há quase três décadas — passará a pouco mais de 2,5 milhões de quilômetros da Terra, seu ponto de máxima aproximação às 8h14 (horário de Brasília). A distância, equivalente a 6,66 vezes o caminho entre a Terra e a Lua, afasta qualquer risco de impacto e transforma o evento em convite raro à contemplação: com binóculos ou pequenos telescópios, parte da humanidade poderá testemunhar, em tempo real, a passagem de um viajante antigo pelo nosso bairro cósmico.

  • Com até 1.650 metros de diâmetro, o 1997 NC1 é grande o suficiente para que sua passagem exija atenção — e raro o suficiente para que astrônomos marquem o calendário com antecedência.
  • A proximidade relativa — apenas 6,66 vezes a distância Terra-Lua — soa alarmante até que os números confirmem o que a ciência já sabia: a probabilidade de impacto é zero.
  • A Lua cheia ameaça estragar o espetáculo, lançando luz demais no céu exatamente quando o asteroide estará em seu ponto mais próximo e potencialmente mais visível.
  • A visibilidade muda conforme o asteroide avança: primeiro favorece o Hemisfério Norte, depois abre-se para quase todo o planeta, e por fim se restringe ao Hemisfério Sul.
  • Telescópios modestos e binóculos grandes devem ser suficientes para detectá-lo onde houver noite aberta — uma janela de observação acessível para além dos grandes observatórios.

No sábado de manhã, às 8h14 no horário de Brasília, um asteroide do tamanho de uma montanha chegará ao ponto mais próximo da Terra em sua passagem pelo sistema solar interior. O 1997 NC1 — batizado quando foi descoberto, em 1997 — mede entre 750 e 1.650 metros de diâmetro e se deslocará a 8,9 quilômetros por segundo quando cruzar a vizinhança do nosso planeta.

A distância mínima será de cerca de 2,5 milhões de quilômetros, o equivalente a 6,66 vezes o caminho entre a Terra e a Lua. A cifra pode parecer vasta, mas é pequena o suficiente para tornar o evento uma raridade astronômica — aproximações de objetos deste porte ocorrem apenas a cada poucos anos. A probabilidade de impacto, segundo os especialistas, é zero.

Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia, destacou a oportunidade singular de observação, mas apontou um obstáculo: a Lua estará brilhante e próxima no céu, o que pode comprometer a visibilidade no momento exato da máxima aproximação.

A trajetória do asteroide determinará quem poderá vê-lo e quando. Na fase de chegada, o Hemisfério Norte terá vantagem; no pico da aproximação, a visão se abre para quase todo o mundo; no afastamento, o Hemisfério Sul assume. Em regiões onde for noite, binóculos grandes ou pequenos telescópios devem ser suficientes para detectá-lo — desde que a Lua coopere.

No sábado, um asteroide do tamanho de uma montanha passará pela vizinhança da Terra — perto o suficiente para ser visto com binóculos, longe o suficiente para não oferecer perigo algum. O 1997 NC1, batizado assim quando foi descoberto há quase três décadas, chegará ao ponto de máxima aproximação às 8h14 da manhã, horário de Brasília, deslocando-se a uma velocidade de 8,9 quilômetros por segundo.

O asteroide mede entre 750 e 1.650 metros de diâmetro — as estimativas variam conforme a quantidade de luz solar que sua superfície reflete. Para colocar isso em perspectiva, estará a 2.559.461 quilômetros de distância quando passar mais perto. Essa cifra pode parecer imensa até que se descobre que representa apenas 6,66 vezes a distância entre a Terra e a Lua. A probabilidade de impacto é zero.

Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia, alertou que embora a aproximação de um objeto deste tamanho ocorra apenas a cada poucos anos, oferecendo uma oportunidade rara de observação, há um complicador desta vez: a Lua estará brilhante e próxima no céu, o que pode prejudicar a visibilidade no momento exato em que o asteroide estiver mais próximo.

A visibilidade, porém, não será uniforme ao redor do planeta. Durante a fase de aproximação, o asteroide será visível principalmente no Hemisfério Norte. Quando atingir seu ponto mais próximo, poderá ser observado em praticamente todo o mundo. Conforme se afasta, a visão se restringirá ao Hemisfério Sul. Em regiões onde for noite, pequenos telescópios e até binóculos grandes devem ser suficientes para detectá-lo, segundo a ESA.

O 1997 NC1 foi identificado pela primeira vez em 1997, e desde então os astrônomos acompanharam sua órbita com precisão. Eventos como este — a passagem de um corpo rochoso de proporções significativas em proximidade relativa com nosso planeta — são raros o bastante para justificar a atenção, mas frequentes o suficiente para que a comunidade científica tenha desenvolvido protocolos de monitoramento. Este fim de semana oferece aos observadores do céu uma janela para testemunhar um desses fenômenos, desde que a Lua coopere.

A aproximação de um objeto deste tamanho à Terra ocorre apenas a cada poucos anos, embora desta vez a Lua, brilhante e próxima, possa dificultar a observação
— Juan Luis Cano, Escritório de Defesa Planetária da ESA
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um asteroide deste tamanho passando tão perto é considerado raro?

Model

Porque objetos rochosos de centenas ou milhares de metros de diâmetro têm órbitas que raramente os trazem para a vizinhança imediata da Terra. Quando isso acontece, oferece uma oportunidade que os astrônomos não podem desperdiçar.

Inventor

E se a Lua não estivesse ali, seria mais fácil ver?

Model

Muito mais fácil. A Lua brilha intensamente e ilumina o céu noturno, o que reduz o contraste necessário para detectar um asteroide. É como tentar ver uma estrela fraca quando há um holofote apontado para você.

Inventor

Qual é o propósito real de monitorar esses objetos?

Model

Defesa planetária. Se soubéssemos com antecedência que um asteroide grande estava em rota de colisão, teríamos tempo para fazer algo a respeito. Esses monitoramentos contínuos são o sistema de alerta precoce da humanidade.

Inventor

Então este não oferece risco, mas outros poderiam?

Model

Exatamente. Este passa a mais de 2,5 milhões de quilômetros de distância. Mas há asteroides cujas órbitas os colocam em trajetórias potencialmente perigosas. Por isso a vigilância constante importa.

Inventor

Quantas pessoas conseguirão vê-lo?

Model

Depende de onde vivem e se têm acesso a um telescópio ou binóculos. Quem estiver no Hemisfério Norte terá a melhor chance durante a aproximação. Quem estiver no Sul verá quando ele se afastar. E em muitos lugares, será visível no pico da passagem.

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