Quando os mercados internacionais de energia pressionam, os governos enfrentam uma escolha antiga: absorver o choque ou transferi-lo para os cidadãos. Em Portugal, o Executivo escolheu, mais uma vez, interpor o Estado entre as cotações globais e o quotidiano das famílias, reforçando o desconto no ISP para atenuar a subida de combustíveis prevista para 17 de agosto. Não é uma solução permanente, mas é um gesto de contenção — a política como amortecedor da volatilidade que nenhum governo controla sozinho.